Você já ouviu falar de PANC, plantas alimentícias não convencionais?

 

Uma amiga, Stela Maris Jawetz,  trabalha com alimentação saudável e funcional e queria ter as plantas por perto para usá-las nos workshops que ela ministra em sua casa.  Queria poder coletar as folhas frescas que ela utiliza no preparo dos pratos durante os cursos. Ela me mostrou as plantas que usa nos sucos verdes. Uma das folhas era da planta dente-de-leão que para mim era uma novidade.  Eu nunca tinha olhado o matinho chamado dente-de-leão com este olhos!

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Dente de -leão- PANC – Foto: Pixabay

O que acho interessante é que estas espécies são resistentes, se adaptam a qualquer tipo de solo, não precisam de adubação e nem controle de pragas e doenças. É fácil de obter sementes e pode-se fazer o cultivo orgânico das plantas não convencionais.

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Dente de leão- flores e folhas, planta melífera e comestível – Foto: Pixabay

Me encantei com estas idéias na hora! Então a Stela Maris me mostrou o livro que estava pesquisando e estudando no momento: Plantas Alimentícias Não Convencionais – PANC- no Brasil. O livro é da conhecida editora Plantarum, de autoria do  Harri Lorenzi e do Valdely Ferreira Kinupp.  Trata com riqueza de dados sobre várias espécies de plantas que crescem espontaneamente nos jardins, nos gramados e que podem ser usadas como alimentos. Já comecei a olhar o mato onde não corto o gramado há meses sob outro prisma!!  Que potencial de folhas e flores interessantes que tem ali.

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Livro PANC – Foto: Helena Schanzer

Inclusive mostra receitas de como usar as folhas, os frutos, as flores de cada uma. O livro chegou ontem para minha alegria e a primeira coisa que fiz foi comparar as “ervas daninhas” do meu jardim com as fotos do livro. Descobri muitas plantas para usar na cozinha, nos sucos verdes e já fiz mudas para o jardim no apartamento da amiga Stela.

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Livro PANC -Receitas – Foto: Helena Schanzer

A Stela é formada em arquitetura. Mas seus caminhos a levaram para a alimentação, acabou se apaixonando pelo tema e estudando em cursos nacionais e internacionais de alimentação funcional e raw-food.  Para quem não sabe, raw-food é comida crua e viva, uma corrente de alimentação que privilegia o  uso de alimentos orgânicos,  que não vem de origem animal e não são refinados.  O cozimento se dá a baixas temperaturas para não perder os nutrientes.

 

Stela Maris desenvolve um trabalho com alimentação funcional, comida crua e viva.  Conforme ela explica: “a alimentação viva é geradora de vida, pois os alimentos vivos  como as frutas, as verduras cruas,  as sementes e os brotos absorvem a energia vital da natureza presentes no sol, na terra, na água. Assim, quando comemos estes alimentos,  aumentamos nossa vitalidade favorecendo a desintoxicação das células e dos tecidos. Isto ocorre porque estes alimentos contém enzimas que são substâncias vitais responsáveis pelas reações químicas que ocorrem nas células dos organismos vivos. Desta maneira, comer o alimento apropriado, seguindo as necessidades individuais de cada pessoa, é uma forma de extrair energia do nosso entorno de uma maneira harmoniosa e consciente”.

 

Para saber mais sobre o trabalho de alimentação saudável e funcional desenvolvido pela Stela Cozinha dá uma olhada nos links:

Instagram:  Stelacozinha
m.facebook.com/StelaCozinha

 

Uma ideia sobre “Você já ouviu falar de PANC, plantas alimentícias não convencionais?”

  1. Muito bom. Aprecio este tipo de informação, sendo vegetariano. O conceito das PANC ainda é pouco divulgado, acredito que se “perdeu” ou esteve pouco difundido na história. Mas aos poucos vai revivendo, uma prova é ir nas feiras de produtos organicos, como a feira do largo da estação em Caxias do Sul, aos sábados. Vi a maravilha do livro citado aqui, pronto para ser manuseado. Que primor. Fica-se maravilhado com todas as benesses que a natureza nos proporciona.

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