Arquivo da categoria: Recicle – Seja sustentável

Reciclagem e compostagem caseira. Como ser mais sustentável no dia a dia

Projeto inovador combina reciclagem de resíduos com cultivo de hortaliças

Voce já pensou sobre a quantidade de resíduos orgânicos que coloca no lixo todo dia? A ‘PRIMA HORTA’ desenvolve projetos de compostagem e produção de alimentos puros, dando destino ecologicamente correto ao lixo orgânico que você descarta. Saiba que cada pessoa gera pelo menos 1 quilo de lixo por dia!  Pensando em dar um destino mais nobre a esta matéria prima, uma engenheira agrônoma, uma jornalista e um publicitário uniram seus conhecimentos e criaram este produto inédito.

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pimenteiras – foto: Pixabay

Eu, a jornalista Suzana Naiditch e o publicitário Gustavo Fávero formatamos o negócio sustentável que alia a reciclagem de resíduos organicos, a compostagem com o  plantio  de espécies vegetais comestíveis. Empresas, universidades, shopping centers e construtoras que pretendem inovar e aderir a uma ação de grande impacto ambiental, social e de marketing, agora podem contar com a ‘PRIMA HORTA’. A Prima Horta desenvolve todo o projeto formando um ciclo através da compostagem e da produção de alimentos, dando destino ecologicamente correto ao lixo orgânico, um dos grandes problemas das grandes cidades em todo o mundo.

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Pimenteiras nascendo Foto: Helena Schanzer

Imagine plantar e colher frutas, hortaliças e temperos com o adubo gerado pelos resíduos orgânicos dos alimentos? Nós temos a tecnologia e o expertise para isto desenvolvidos pela PRIMA HORTA. O diferencial é que agregamos ações e marketing verde com Branded Content.

Qual o nosso conceito básico?

– definição de um local, com base na produção de lixo;
– reciclagem, com aproveitamento dos resíduos orgânicos;
– plantio de verduras, hortaliças, temperos, frutas, chás etc;
– consumo otimizado de água e energia.

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Resíduos orgânicos – foto: Pixabay
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PANC Dente-de-leão foto: Pixabay

 Quer saber mais sobre a PRIMA HORTA? Entre em contato através do email:  primahorta@gmail.com e pelo Facebook Prima Horta

A churrasqueira que virou um jardim no apartamento

Para voce que acredita que não tem espaço para ter plantas em casa ou que não tem tempo para cuidar delas, acompanhe este case da minha amiga jornalista Suzana Naiditch, que assina o blog Mundo dos Negócios, também no site da Rádio Gaúcha.  No seu apartamento, a área da churrasqueira não era muito usada. Suzana começou colocando alguns vasinhos de plantas nas prateleiras para enfeitar. De vez em quando me pedia umas dicas de como cuidar, como regar. O que começou timidamente com um vasinho que outro, acabou virando uma pequena floresta.  Veja e se inspire!

A churrasqueira virou jardim
A churrasqueira virou jardim Foto: Helena Schanzer

Temperos, flores e folhagens não apenas decoram o espaço, como também proporcionam bem estar aos moradores e visitas.  A jornalista descobriu um hobby na jardinagem e ainda deixa sua casa mais verde e aconchegante: “Eu não tinha plantas. Achava que davam trabalho e que morriam. Hoje eu mudei. Amo este espaço verde e estou sempre mexendo, mudando. É uma terapia.”

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Muitas folhagens tropicais foto: Helena Schanzer
pimenta
Pimenta, espada-de-são-jorge
vasinhos
Hortelã, pimenta e orégano em vasinhos

 

O local tem muita luminosidade natural e pega o sol da manhã, o que possibilita cultivar temperos.

Veja os vasos com temperos e a colheita de orégano deste vaso:

Veja como plantar hortelã

Passo a passo para começar a plantar

Plante couve para o suco verde

Plantas transformam parede em jardim vertical na Renner

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Como adubar as plantas e fazer seu adubo em casa?

Voce não se alimenta todos os dias? Pois então, as plantas também! Todos os dias precisam de um pouco de água (conforme a espécie) e de nutrientes para se manterem vivas e crescerem. Para a planta florescer e frutificar, precisa de energia, ou seja, água e nutrientes. O sol ativa os processos internos da planta como a fotossíntese e o metabolismo da planta. E a planta retira do solo, através do sistema radicular,  os nutrientes que precisa para realizar os processos de crescimento.

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A adubação muda conforme a espécie e sua necessidade foto: Pixabay

Algumas espécies são mais exigentes e outras menos. Por exemplo , as plantas suculentas são pouco exigentes em nutrientes no solo. As hortaliças retiram muitos nutrientes do solo no seu ciclo de vida. Como repor os nutrientes para as plantas do jardim e dos vasos? Se voce recicla o seu lixo orgânico e produz se adubo, use-o que as plantas ficarão satisfeitas.  Se for comprar na floricultura, escolha substratos ricos em matéria orgânica e ricos em nutrientes. São suficientes para nutrir as plantas. Em relação aos adubos líquidos , use para as plantas que dão flor, como geranios, orquídeas e jasmim.  Para ser mais sustentável o certo é plantar usando um produto derivado de reciclagem. Pode ser um composto orgânico resultante da reciclagem de resíduos industriais ou da compostagem caseira, ambos ricos em matéria orgânica e nutrientes para as plantas.

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composto organico usado para plantar foto: Helena Schanzer

A indústria da celulose, de sucos de laranja e do bagaço da uva produzem resíduos após a produção do suco da fruta ou do papel de celulose da árvore. Tais resíduos são excelentes matéria-prima para adubos/compostos orgânicos. O composto orgânico resultante da compostagem em larga escala destes resíduos é rico em nutrientes e com ótimas características para o plantio. E damos uma origem nobre para produtos que iriam para o lixo.

Reciclando o lixo orgânico em casa:

Outra opção que é sustentável é usar o húmus produzido pela reciclagem do lixo orgânico da cozinha através da compostagem caseira. Transformamos nosso resíduo da cozinha em adubo rico em nutrientes para o jardim e para os vasos. As minhocas aparecem espontaneamente vindas do o solo natural do local e ajudam a diferir o lixo orgânico transformando em húmus.

Uma opção bem legal são minhocários feitos de caixas plásticas empilhadas, ( na Internet tem) que se pode ter no pátio de casa.

Para apartamento já vi composteiras bem sofisticadas, veja aqui:   Composteira-eletrica-portatil transforma resíduos de cozinha em adubo em 24h -site Ciclo vivo

Para que a planta se desenvolva ela precisa de nutrientes, água, ar e luz solar. Os nutrientes estão no substrato, que vem a ser a mistura de terra+areia+composto orgânico+outros materiais preparados conforme as características de cada planta. Até os anos 90, permitia-se retirar terra da natureza para vender, era permitido jogar os resíduos industriais no rio, gerando uma poluição e mortantade de peixes fenomenal. Nos dias de hoje isto soa absurdo, ainda bem!

Veja aqui uma composteira caseira que voce compra pronta da Tramontina

Saiba Porque o contato com a natureza faz bem para a saúde

Veja plantas floríferas adaptadas ao litoral

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Dicas de estilos de bancos para sentar no jardim

O jardim não é somente feito de plantas. O mobiliário adequado à área externa é importante para aproveitar o jardim. Os bancos devem resistir à intempérie porque ficam expostos à chuva, à poeira, ao vento e ao sol. Portanto, o design e o material deve ser  adequados.

Selecionei alguns bancos de jardins que criei em parceria com diversos arquitetos.  O banco deve ser confortável para sentar e não necessitar de manutenção – madeira requer pinturas eventuais. Acompanhem:

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Banco de pedra e ferro, design by Helena Karpouzas – Jardim e foto by Helena Schanzer

Materiais como pedras, concreto, ferro e madeira são usados para criação de bancos em jardins, praças e parques.

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Banco de pedra e concreto no Tecnopuc  parceria com arq. Eliane Salvi/Divisão de obras/PUCRS    Foto: Eneida Serrano
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Jardins laboratório de física – parceria com Arq. Eliane Salvi/Divisão de obras PUCRS foto: Helena Schanzer
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Recanto do Sicredi com bancos – projeto e foto: Helena Schanzer
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Recanto de jardim na Tramontina Garibaldi – Jardim e foto de Helena Schanzer
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Banco em concreto e ferro- jardim residencial – jardim by Helena Schanzer
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Floreira /banco no Sicredi. Jardim e foto de Helena Schanzer
Colaboradores descansam no jardim no Sicredi – Jardim e foto de Helena Schanzer

E para se inspirarem, vejam o banco do jardim de Monet, em Giverny, na França:

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Banco , foto do livro ” Secrets of Monet’s garden”

 

Veja como controlar lagartas que devoram as plantas sem agredir o ambiente

Conheça plantas perfumadas

Veja trepadeiras que dão frutos!

Plante pitangueira!

 

 

O jardim começa na calçada, veja ideias

Uma cidade agradável e que acolhe seus habitantes possui ruas arborizadas e ajardinadas. Em um país tropical como o nosso, as árvores são fundamentais para garantir temperaturas amenas. Veja ideias de calçadas que criei em projetos de paisagismo onde o jardim começa na calçada.  Imagine uma rua com árvores frutíferas plantadas – quem sabe pitangueiras!  Esta é a cidade que queremos, com ruas seguras e bem cuidadas.

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Rua Bogotá no Jardim Lindóia, junto ao Sicredi jardim e foto by Helena Schanzer
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Calçada da rua Bogotá vista do outro ângulo, jardim e foto by Helena Schanzer
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Avenida Assis Brasil, frente ao SICREDI- Butiazeiros – jardins e foto by Helena Schanzer
projeto de paisagismo para o passeio Helena Schazner em parceria com arq. Angela Ungaretti
Calçada na avenida Mauá, jardim  em parceria com arq. Angela Ungaretti e foto by Helena Schanzer
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Calçada arborizada no Rio de Janeiro no Bairro Jardim Oceanico – sombra maravilhosa
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Calçada com palmeiras e bicicletário- não é no Brasil, esta é para inspirar! foto: Pixabay

 

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Qual a frequência e a quantidade de água que as plantas precisam?

As pessoas sempre me perguntam quanta água as plantas precisam. E com que frequência regar.  Não existe uma fórmula pronta para isto. A gente aprende observando as plantas que cuidamos no dia a dia. As folhagens,  através das suas folhas, nos avisam quando estão precisando de água. As folhas começam a ficar “para baixo, caídas”. Basta molharmos que as folhas se recuperam, ficam viçosas e eretas novamente. Vou dar algumas dicas para voce saber a frequência e a quantidade de água que as suas plantas precisam.

Quanto aguar as plantas? foto: Pixabay

Primeiramente, cada espécie de planta tem uma necessidade específica de água. Algumas precisam estar com o solo sempre umedecido, outras gostam do solo mais seco. E outras preferem o solo sempre encharcado. O segredo está em observar e pesquisar a origem da planta: se ela é do deserto, gosta de solo seco. Se é uma planta cujo habitat natural é a floresta tropical, então ela gosta de calor e umidade. As suculentas gostam de pouca água. As orquídeas gostam que borrifem uma neblina criando umidade na volta delas. Não existe uma regra geral, varia de espécie para espécie.

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Quanto molhar? foto: Pixabay

Dicas gerais:

1.  Se a planta tem a folha fina e delicada, ela precisa de mais água. Por exemplo: as samambaias, as avencas, as plantas de horta. Se a folha é grossa como as suculentas e cactáceas, não necessitam água com frequencia porque possuem a capacidade de armazenar água dentro das folhas e caules.

2. Ao plantar uma muda, a primeira rega deve ser abundante. Se for em vaso, regue até sair água pelo furo do vaso. A  drenagem do vaso é fundamental para o perfeito escoamento da água.

3. Depois do plantio, no primeiro mês regue em dias alternados. Depois, regue quando a terra estiver começando a ficar seca. Veja a explicação técnica no final do texto. Não deixe a planta secar para regar, isto prejudica o seu desenvolvimento.

4. Existem sistemas de irrigação com gotejamento e controladores automáticos que fazem este serviço com perfeição. Mas sempre precisa ter o olho humano para ver se tudo está funcionando e se a dosagem das regas adequada.

5. Se a planta estiver no jardim ou floreira ao ar livre e recebe água da chuva, então regue quando não chover. Se chover por dias seguidos,  deixe o solo secar para regar.

6. Se a planta está dentro de casa ou em sacada que não toma chuva, então regue em dias alternados (no verão) e uma a duas vezes por semana no inverno, sempre observando a umidade do solo conforme explico a seguir.

7. Porque é  melhor regar a planta bastante de uma vez e molhar de novo somente quando secar o solo? A explicação técnica para isto é:   Se a gente molha pouco, de forma superficial, as raizes não se aprofundam no solo e ficam na camada superficial  do solo.  Se regamos bem num dia, deixamos a agua penetrar nas camadas mais profundas do solo, a raíz vai buscar a agua mais fundo e fica mais profunda. E a planta fica com sistema radicular mais resistente e desenvolvido. Assim, ela consegue resistir a períodos de seca.

8. Teste do “dedômetro”: Para verificar se a terra está seca e precisando de rega, faça o seguinte: com uma pá de jardim, faça um furo e veja como ficou a terra a uns 10 cm de profundidade, se está  úmida, porque é nesta profundidade ou mais, que as raizes estão. Toque com o dedo para ver se a terra está úmida ou seca. Com o tempo, você aprende a ver pela cor da terra se está seca.

9. Molhar demais prejudica a planta. Se o solo estiver sempre molhado, as raízes podem apodrecer. Com excesso de umidade nas raízes, podem ocorrer doenças fúngicas e matar a planta.  Com exceção para espécies aquáticas que possuem o caule adaptado a esta condição.

10.  A dosagem de água é um equilíbrio sensível, é preciso observar as condições climáticas e a espécie da planta.

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Regando as plantas foto: Pixabay

 Veja como a falta e o excesso de água prejudicam a planta.

Israel reusa toda a água – reciclagem da água e da água residual

Pisos com água no High Line Park em Nova Iorque

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Que tal uma sala de leitura em um jardim?

Vejam que criativo este espaço público no Jardim da Estrela em Lisboa, Portugal.   Criaram uma sala de estar e leitura ao ar livre, com biblioteca no meio do jardim. Para ter jeito de sala, colocaram até lustre. Todos móveis são cheios de estilo e design. Que idéia inspiradora!

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Sala de estar ao ar livre no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis

Este Parque público foi construído ao estilo dos jardins ingleses, de inspiração romântica. Possui 4,6 hectares e fica no Largo da Estrela, Lisboa, Portugal. Foi inaugurado em 1852, tem 164 anos!!!

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Poltronas e livros ao ar livre no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis

É administrado pela Câmara Municipal de Lisboa.   Possui dois parques infantis e um jardim de infância da Santa Casa da Misericórdia. No centro do jardim, a Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza um quiosque da Biblioteca Municipal.

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Parque em Lisboa – sala de leitura ao ar livre foto: Gisela Unis
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Lendo no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis

 

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Sala no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis
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Sala de estar ao ar livre no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis

 

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Muitos ângulos de visão da sala no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis
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Sala de estar ao ar livre no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis
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Biblioteca- quiosque ao ar livre no Jardim da Estrela – foto: Gisela Unis

E quando chove?  Recolhem tudo e depois colocam de novo no lugar! Simples!

 

Quer saber como fazer um jardim na sua casa?

Plantando árvores frutíferas no apartamento

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Já pensou plantar uma árvore com as cinzas do seu Pet?

Quando se perde um animal de estimação surge a questão: que destino dar a este ser que foi tão amado? Muitas vezes o cachorro ou o gato é considerado um membro da família!  Eles nos fazem companhia por 15, 20 anos de nossas vidas e fazem parte afetiva dela.  Uma maneira bacana de homenagear é plantar uma árvore sobre as cinzas do animal. Uma empresa gaúcha desenvolveu um produto inovador, ecológico e  criativo: uma urna  U-Vert. Trata-se de uma urna feita de material vegetal reciclado com design apropriado para receber as cinzas oriundas da cremação. Acompanha um brinde: um kit com  substrato/terra com composto orgânico de reciclagem da celulose e  sementes de espécies de árvores nativas para plantar.

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Árvore nativa canafístula

A urna é enterrada em um pequeno buraco no jardim, ao sol e em local que se tenha acesso a água para regar diariamente até a árvore adquirir certo porte. Com o passar do tempo a urna se decompõe e a árvore vai se desenvolvendo, até atingir de 5 metros até 30 metros de altura de acordo com a espécie.

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U-Vert para seu Pet foto: Divulgação
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Urna com as cinzas e a terra para plantar a árvore foto: Divulgação

As sementes são da ISLA certificadas e com alto percentual de germinação. As árvores nativas com desenvolvimento garantido são a bracatinga e  a canafístula. O composto orgânico é da Vida produtos biológicos, produto de alta qualidade e com os nutrientes adequados ao pleno desenvolvimento da árvore.

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A cinza do Pet se incorporará gradativamente ao composto e às raízes da árvore foto: Divulgação U-Vert

Para adquirir o produto consulte pelo email: : suporte.uvert@gmail.com

Plantas suculentas cabem em qualquer espaço!

A plantas suculentas são espécies que crescem com poucos cuidados e pouca água. As raízes destas plantas são superficiais, não são invasivas. As folhas são “gordinhas” e armazenam água dentro que é usada como “reserva” nos períodos de seca.  Estas plantas duram muito, são bem resistentes e precisam de pouca terra para se desenvolver. Podem ser cultivadas em pequenos vasos e  também em telhados verdes.  Toleram temperaturas quentes e frias. Algumas espécies de suculentas gostam de sol pleno e algumas toleram meia sombra. Existe uma variedade imensa de espécies de suculentas. Aqui vou apresentar algumas idéias criativas para cultivá-las em casa.

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vasos com suculentas Foto: divulgação www.modishstore.com/

Você adora plantas, mas não tem tempo pra cuidar?  A solução esta AQUI:  Cultive suculentas

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A maioria das espécies de suculentas tem origem africana ( Madagascar),  algumas são do México.  Se adaptam bem aqui no sul do Brasil, como por exemplo o Sedum, as Kalanchoe, Echeverias, Euphorbias, etc.

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vasos com suculentas Foto: divulgação www.modishstore.com/

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 Suculentas podem ser plantadas em vasos pequenos VEJA AQUI

 

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As suculentas tem formatos esculturais e folhas com texturas e cores inusitadas. As flores não são o maior destaque destas plantas de um modo geral. Entre as suculentas as do gênero Kalanchoe  são as que tem flores atraentes e coloridas.

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Conheça uma universidade de agricultura orgânica e sustentável na Holanda

Em 2013, o universitário Felipe Villela fez uma viagem de carro para a Floresta Amazônica e ficou impressionado com o desmatamento causado pela produção de soja e gado. A partir de então,  resolveu  aprofundar o conhecimento em agricultura sustentável e decidiu ir estudar na Holanda para tentar mudar este cenário. Atualmente estuda Agricultura Sustentável na cidade chamada Den Bosch na Holanda. Conversei com o Felipe sobre a sua experiência de estudar e morar na Holanda e também sobre o curso de vanguarda em agricultura orgânica na HAS University of Applied Sciences que ele está fazendo ( Universidade de Ciências Aplicadas).

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Aulas práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Felipe, conta tua trajetória e o que te levou a buscar o curso de Agricultura Sustentável que estás fazendo na Holanda?

Felipe: – “Nós, seres humanos, não estamos medindo as conseqüências da agropecuária muito bem. Este desmatamento gera inúmeras consequências para o nosso ecossistema. A produção de soja, além de ser transgênica, estimula a degradação do solo, monocultura e a perda de biodiversidade de espécies. Já possuímos mais da metade do solo mundial degradado. A floresta Amazônica é maior floresta tropical do mundo, riquíssima em sua biodiversidade. A sua preservação não é uma necessidade, é uma obrigação. Morando aqui na Holanda, observo que todas as entidades políticas europeias estão tomando providências urgentes para recuperar todos os recursos naturais que já foram destruídos.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Na Europa, principalmente, tudo já foi devastado. Será que iremos ter que passar pelo mesmo que os europeus? Por que, nós seres humanos, sempre precisamos experienciar a escuridão para se dar conta da luz no final do túnel, se podemos tomar previdências antes de chegarmos lá? A intenção de “salvar a economia do país” através da exportação de soja, é um pensamento à curto prazo. Assim como a maioria das decisões governamentais conectadas ao meio ambiente e o nosso planeta. É uma pena. O Brasil é um país que tem um potencial enorme de servir como exemplo para o mundo. A agricultura sustentável é o caminho para uma economia inteligente no país.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H. – Qual a filosofia do curso?

Felipe: – “A filosofia do curso é baseada em criar sistemas sustentáveis que sejam eficientes, que gere abundância e oportunidades de mercado. Criar um economia circular onde podemos re-utilizar nossos recursos naturais, o que é desperdiçado. Este sistema de produção de alimentos atual é ineficiente e segue uma linha de pensamento a curto prazo. O curso nos ensina a construir uma linhagem de pensamento a longo prazo, onde nós, seres humanos, sejamos capazes de manter nossos recursos naturais para futuras gerações e produzir alimento para o futuro da população mundial. O curso é interessante pois nos estimula a pensar em coletivo e na prática em como encontrar soluções para um mundo mais sustentável.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H. – Como é o dia a dia do curso?

Felipe: – “O curso é bem prático. No primeiro ano aprendemos sobre o sistema de produção de alimentos mundial, saúde e nutrição, como converter combustíveis fosseis para uma economia de base biológica, sistemas de produção de animais, sistema de produção de agrofloresta e permacultura e como criar seu próprio business. No primeiro ano temos  que fazer 2 estágios em 2 lugares diferentes para comparar o aprendizado. O primeiro eu fiz no primeiro projeto de agro-floresta aqui da Holanda e o segundo eu farei em uma fazenda orgânica que criam vacas para produção de queijo e leite. No terceiro ano iremos fazer um estágio fora do país.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H.- Os holandeses têm uma maneira diferente de ver as coisas?

Felipe: -“Os holandeses se importam mais em construir um mundo mais sustentável do que os brasileiros. Eu acredito que se deve ao fato de que eles já destruíram quase todos seus recursos naturais, e agora que encontraram a escuridão no final do túnel, estão procurando soluções para recuperar o que perderam. Os holandeses costumam ser mais profissionais e exigentes do que os brasileiros, eles tem mais aprofundamento de conhecimento e ciência por trás de seus ideais. A cultura brasileira é conhecida por ser mais emocional e sentimental, carregando mais paixão e disposição para mudar à realidade. Por isso que ambos precisam de cada um para crescer e criar algo profissional para enviar a mensagem desejada.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H.- O que é “Food forest”?

Felipe: – Food Forest é o mesmo que Agrofloresta, um conceito baseado na construção de sistemas ecológicos e sustentáveis para produção de alimentos em larga-escala e preservação de eco-sistemas. Também conhecido por produzir uma abundância de alimentos impressionante. A variedade de alimentos que se pode produzir na floresta permite aumentar a qualidade do solo e a circulação de água no sistema. O aumento da biodiversidade na fazenda faz com que seja desnecessário o uso de pesticidas e fertilizantes. No sistema agro-florestal não se utiliza nenhum químico. É uma metamorfose entre agricultura e natureza. Ambos trabalhando juntos para criar um sistema econômico e sustentável.

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agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H. O que é permacultura?

Felipe: -Permacultura é um sistema ambientalmente sustentável, socialmente justo e financeiramente viável, mais urbano, baseado em produção de diversos alimentos não necessariamente em larga-escala. Permacultura aplica conhecimentos aplicados de agro-ecologia, que procura trabalhar com a natureza e não contra ela. A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos – um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energia renovável.

 Saiba aqui como plantar sua horta em casa!

Colhendo agricultura orgânica na Holanda - Foto: Felipe Vilella
Colhendo agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H.-  Como tu vês a agricultura orgânica e a produção em larga escala de alimentos para a população mundial?

Felipe: – “Acredito que agricultura orgânica ainda sobrecarrega o solo com certos insumos. Já no sistema Agrofloresta é possível produzir em abundância uma diversidade de alimentos e alimentar o aumento da população mundial. O desafio da Agrofloresta é no inicio, quando o produtor precisará ser paciente para ver os resultados, pois leva tempo para as arvores crescerem, e o sistema se restruturar. Contudo eu acredito que o governo irá ser obrigado muito breve em tomar previdências imediatas quanto à forma que produzimos nosso alimento. Cientistas da União Europeia já estão comprovando que a degradação do solo, perda de biodiversidade, poluição da água e na atmosfera têm causado sérios danos para o nosso eco-sistema e pode futuramente ameaçar a extinção humana na terra. Portanto, eles irão ter que procurar formas de pressionar o mercado e os produtores rurais para se conscientizarem e mudarem a forma como eles produzem os alimentos. E é ai que o sistema Agro-florestal irá provar que podemos recuperar tudo que já perdemos e viver em abundância respeitando a natureza e construindo um sistema inteligente biológico e sustentável.”

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Ensinado crianças agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Felipe: – “Nós estamos tratando o nosso solo, água e ar como lixo e oportunidades de negócio, e não como recursos essenciais para nossas futuras gerações. Até quando, eu me pergunto? Mais de 1.2 bilhões de hectares do solo mundial já está degradado. Já perdemos mais de 52% de animais selvagens ao longo dos últimos 40 anos. Mais de 3.5 milhões de pessoas morrem por ano devido à forma inadequada de tratamento de agua. Mais de 5.5 milhões de pessoas morrem por ano devido à agropecuária e a emissão de gases de efeito estufa. Isso é um absurdo. E sem falar na desertificação que foi e ainda é o maior causador da fome mundial e problemas sociais. Desertificação é a conseqüência da forma como tratamos o nosso solo. E a agricultura tem sobrecarregado nosso solo mundial. Se mudarmos a forma como produzimos nosso alimento, teremos um mundo muito mais pacifico e habitável. Agrofloresta permite transformar areas desertas, de solo agredido, em areas de abundancia de alimentos e preservação ambiental. Eu irei lutar até o final para que eu posso proporcionar um futuro melhor para os meus filhos e netos. Como Marthin Luther King sempre nos ensinou: Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que realmente importam.”

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Praticando e estudando para um mundo melhor – Foto: Felipe Vilella

 

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agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Veja também:

* Os incríveis jardins verticais do francês Patrick Blanc

* Jardins verticais em restaurantes e bares

* Porque o contato com a natureza faz tão bem!

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