Arquivo da tag: jardim

Conheça 5 plantas perfumadas para ter no jardim ou em vasos

Plantas perfumadas deixam um jardim irresistível! Selecionei 5 plantas perfumadas fáceis de cultivar e que florescerão quase o ano todo exalando aquele aroma encantador na casa e no jardim. Anote ai:  jasmim-do-Imperador, jasmim dos açores (ou miúdo), jasmim-dos -poetas, jasmim manacá e  jasmim-do-cabo (tem do tipo arbustivo e arbustinho anão). Você pode cultivá-las em vasos ou floreiras, o importante para que floresçam é que a terra seja fértil.

Algumas das plantas são de porte arbustivo, outras são  trepadeiras e uma delas, o jasmim-do-cabo, possui uma variedade anã que fica com 30 cm de altura. Estas plantas crescem no sol direto e também se receberem algumas horas de sol por dia.

Osmanthus_fragrans flor
Jasmim do Imperador – Osmanthus fragans – Arbusto Foto: Wikimedia
 Jasminum azoricum- jasmim dos açores - Trepadeira
Jasminum azoricum- jasmim dos açores – Trepadeira Foto: Reprodução Wikimedia
jasmim perfumado Jasmim polyanthus - jasmim dos poetas
Jasmim dos poetas – Jasmim polyanthus – Trepadeira Foto: Helena Schanzer

 

jardim que fiz - pode ser a foto da  segunda folha
Foto Helena Schanzer – Jasmim dos poetas na parede configurando um desenho. Jardim parceria com Arquiteta Helena Karpouzas

 

jasmim manacá  brunfelsia uniflora)
Foto: Helena Schanzer – Brunfelsia uniflora – jasmim manacá – Arbusto
Gardenia jasminoides
Gardenia jasminoides – Jasmim do cabo – Arbusto Foto: Helena Schanzer

Paredes sem graça? muro feio? faça um jardim vertical!

Árvores com flores  incríveis!

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

 

Paisagismo em sítio de lazer na Serra gaúcha

Uma casa com um jardim imenso, com uma paisagem bucólica para esquecer o tempo e as preocupações do mundo. Em 1991 uma cliente me contratou para desenvolver o projeto de paisagismo para o seu sitio de lazer na Serra gaúcha. Ela queria preservar as árvores e as plantas que existiam no local e plantar mais flores, temperos,  frutíferas e espécies adaptadas ao local. Me inspirei nos jardins de Punta del Leste, com seus amplos gramados e espécies  tolerantes ao frio como aqui.

IMG-20160622-WA0015
O jardim hoje, com 24 anos de projeto de paisagismo!! foto: acervo da proprietária

Este sítio é um lugar para descansar e encontrar a paz. É onde os proprietários relaxam e se conectam com a natureza. Na beira do lago foram plantados copos-de-leite, capim-dos-pampas e margaridas para dar um ar campestre ao local. A proposta era ter um amplo gramado com a espécie grama-esmeralda.

2016-07-17 20-52-15_0135
Foto Helena Schanzer

A casa de madeira é de enxaimel, construção típica da região de colonização germânica e foi restaurada. Na região era comum o uso de taipas, que são muretas de pedra bruta construídas artesanalmente, sem uso de rejunte ou cimento. O muro é montado somente encaixando as pedras. O pessoal da região sabia como fazer esta técnica e então criamos recantos com estas taipas para resgatar algo tão típico da região antigamente.

IMG-20160622-WA0012

A estrada de acesso foi arborizada com álamos italianos para dar um toque de cor outonal.IMG-20160622-WA0019

IMG-20160622-WA0013

 

Fotos do sítio antes do projeto de paisagismo e após  a implantação – Fotos e  Jardim by Helena Schanzer

 

Férias de julho com as crianças: plante uma horta e faça ioga

Férias de julho e as crianças em casa, haja criatividade para inventar programas, não é?  E como tirar as crianças da frente da tela do computador e do celular? Indico uma atividade que as crianças adoram: mexer na terra e com as plantas. É super saudável, elas se conectam com a natureza e começam a repensar de onde vem os alimentos que comem. Para vocês se inspirarem, mostro uma atividade que organizamos junto com a Lezanfan: uma tarde para plantar hortaliças e temperos na sacada de um apartamento. As crianças se engajaram no plantio e estavam animadas!   Para completar, depois da plantação, as meninas relaxaram com uma sessão de ioga com a professora Juliana Rosa. Foi uma tarde muito diferente e deixou todos, adultos e crianças, felizes e conectados com o que realmente importa: a natureza e o bem estar!

A Luciana Chwartzmann, da Lezanfan, queria fazer uma horta de temperos e ter frutas na sacada do apartamento. Depois de visitar a casa, planejei os vasos e as floreiras com árvores, arbustos, plantas trepadeiras , temperos, hortaliças e as espécies adequadas. Para plantar as frutíferas e preparar as floreiras para o plantio da horta, a equipe da Cauhy Jardins foi encarregada.

Foto: Helena Schanzer  -Sacada de apartamento após projeto de paisagismo  e execução da hortinha nas floreiras
Sacada de apartamento após projeto de paisagismo e execução da hortinha nas floreiras – Foto: Helena Schanzer

Para começar a tarde de plantio, as meninas escreveram com canetas coloridas permanentes em embalagens de isopor (aquelas de hortaliças) para fazer as plaquinhas com o nome de cada plantinha. Olhem nas fotos a fofurice das plaquinhas. Dá para regar o jardim que elas não estragam com a água!

 As crianças escrevendo plaquinhas para a horta  na sacada
As crianças escrevendo plaquinhas para a horta na sacada – Foto: Helena Schanzer
Foto: Helena Schanzer - plaquinhas  de isopor reciclado  com nome dos temperos para a horta  na sacada
Plaquinhas de isopor reciclado com nome dos temperos para a horta na sacada – Foto: Helena Schanzer

A sacada do apartamento bate sol o dia todo, dá para plantar frutíferas, horta, temperos e plantas perfumadas. As espécies de frutas plantadas em vasos foram pitangueira, jaboticabeira,  laranjinha-do-Japão, mirtilo, fissalis e romã-anã.

Foto: Helena Schanzer - Vasos com árvores frutiferas na sacada: na ordem: pitanga-anã, jaboticabeira e mirtilo
Vasos com árvores frutiferas na sacada: na ordem: pitanga-anã, jaboticabeira e mirtilo – Foto: Helena Schanzer

Para plantar a horta podemos usar sementes ou comprar mudinhas das hortaliças e dos temperos. Usando sementes gastamos menos, mas levamos mais 2 à 3 meses a mais para ter o mesmo tamanho que a mudinha de menor porte ( varia conforme o clima e  espécie).

plantando horta caseira
Plantando tempero, Sálvia, na floreira da sacada do apartamento – Foto: Helena Schanzer

A Lu é uma amiga de longa data. Ela trabalha com crianças desenvolvendo atividades lúdicas. Então, no dia combinado para plantar a horta nas floreiras, a Lezanfan trouxe uma turma de meninas fofas de 7 à 11 anos.

mãos das crianças plantando hortinha
Crianças plantado as hortaliças e temperos na horta caseira Foto: Helena Schanzer

As meninas plantaram  temperos e hortaliças tais como: salsinha, rúcula, couve-manteiga, tomates, manjericão, alecrim, manjericão roxo, alface roxa e hortelã.  Depois regaram as plantinhas.  E o toque final  foi  a aula de ioga para relaxar.

Com a mão na terra para plantar! Foto: Helena Schanzer

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

 

Ilustrações de Lutzenberger retratam a infância do ambientalista

Como era a vida das crianças quando não existia Internet?  O que faziam? Brincavam no jardim das casas!  Acompanhe o relato incrível da Lilly Lutzemberger sobre a infância até a adolescência do seu pai, o agrônomo, paisagista, ambientalista e ecologista José Lutzenberger  nos anos de 1932 a 1944*.  Através das ilustrações do avô da Liliy, o artista plástico e arquiteto Joseph Franz Seraph Lutzenberger, pode se ter um retrato da época, quando não existia tecnologia, nem brinquedos de plástico. O mundo era realmente outro! Eram aulas práticas diárias de educação ambiental através das brincadeiras no jardim do pátio da casa e na exploração da natureza. Acompanhem minha homenagem ao Lutz com o capítulo 2 dos posts pela Semana do Meio Ambiente.

Brincadeiras no jardim - Ilustração: Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger
Luzenberger voltando de passeio- Ilustração: Joseph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

Na ilustração acima podemos ver Lutzenberger pai retornando de uma de suas excursões zoobotânicas. Conforme nos conta a filha Lilly: “Ele voltava estropeado e carregado de plantas e bichinhos. Ele demorava tanto para voltar para casa que a mãe dele, que era muito medrosa, ficava maluca de preocupação, achando que ele havia caído num buraco e morrido ou sido devorado por um animal selvagem. Muito católica, depois de algumas horas, ela começava a acender velas pela casa toda e a rezar, rogando que seu filho regressasse ao lar são e salvo.”

P1150744
Brincadeiras no jardim – Ilustração: Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

Lilly:  – “O jardim da Casa Lutzenberger em Porto Alegre foi sempre muito movimentado, pois minha avó e os 3 filhos o utilizavam para jardinar e brincar. Meu avô , Joseph Franz Seraph Lutzenberger, não tanto porque sua profissão consumia quase todo seu tempo. Mas arrumou tempo para registrar a infância dos filhos na casa e no jardim em um pequeno diário ilustrado que inaugurou quando nasceu o primeiro, meu pai, em 1926. Na seqüencia, nasceram suas duas irmãs, em 1928 e 1929.”

Ilustração de Joseph Franz Seraph Lutzenberger decida por Lilly Lutzenberger
Ilustração de Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

“Neste diário se pode apreciar em divertidos desenhos o que esposa, filhos e uma infinidade de sobrinhos e amiguinhos aprontavam tanto no jardim quanto no depósito de materiais de construção ao lado. As ilustrações de meu avô, além de engraçadas, são muito reveladoras, pois mostram como ele desde cedo identificou as inclinações naturalistas de seu filho.”

P1150735
Ilustração de Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger
P1150852,
Ilustração de Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

 

Ilustração de Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger
Ilustração de Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

Nas ilustrações a seguir, está o cachorro de estimação do Luzenberger, o Lux, que sempre acompanhava-o em suas aventuras.

P1150856,
O cachorro de estimação Lux – Ilustração: Joseph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

Lilly conta que “O Lux foi grande companheiro de aventuras de meu pai. Acompanhava-o em suas longas excursões zoobotânicas pela cidade afora: na Redenção, na Glória, nos morros, no Arroio Dilúvio que naquele tempo ainda não era retificado nem poluído, suas águas eram cristalinas e cheias de vida. E no Rio Guaíba, que também ainda era limpo. Meu pai gostava de nadar no rio e Lux nadava junto com ele.”

P1150863
O cachorro de estimação Lux e um grilo  – Desenho de José Lutzenberger, filho cedida por Lilly Lutzenberger
P1390112
José Lutzenberger com seu gatinho de estimação Foto: Lilly Lutzenberger

 

* Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 1926 e faleceu na mesma cidade em 2002.

Galeria de ilustrações de brincadeiras no pátio – Ilustração: Joseph Franz Seraph Lutzenberger cedida por Lilly Lutzenberger

Saiba mais sobre o ecologista José Lutzenberger e a sua luta ambiental

Conheça o incrível jardim da casa do Lutzenberger

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

Conheça o incrível jardim do ecologista José Lutzenberger – Capítulo 1

Acho incrível em pleno bairro Bomfim existir um jardim selvagem e cheio de árvores. Perto do Parque da Redenção, raros prédios tem mais do que 1 ou 2 árvores, quando tem! Uma área verde assim só poderia ser o jardim da casa do agronomo ecologista José Lutzenberger. Conversei com a filha dele, Lilly para saber como foi a evolução desta área verde ao longo dos anos. Esta semana, em homenagem a Semana do Meio Ambiente,  farei 3 posts sobre o ambientalista José Lutzenberger: sobre o jardim da casa dele, sobre a infância dele retratada em ilustrações pelo seu pai e sobre os animais de estimação que o Lutz criava.  Me acompanhe!

P1160307,
José Lutzenberger na sua casa Foto: Lilly Lutzenberger

Saiba Quem foi o ambientalista José Lutzenberger

jardim visto de cima 2
Jardim visto de cima foto: Lilly Lutzenberger

A casa foi projetada em 1931 pelo pai de José Lutzenberger, o engenheiro-arquiteto e aquarelista Joseph Lutzenberger. Ficou pronta em 1932 e  Lutzenberger filho e a família se mudaram para lá, quando ele tinha 6 anos de idade.  A casa cumpria as funções de residência e escritório do Joseph Lutzenberger. O escritório ficava no térreo e a família ocupava o primeiro e segundo andares. Na época, o terreno era dividido em duas partes: metade casa e jardim e metade depósito de materiais de construção do Joseph.

fachada casa  foto Lilly Lutzemberg
Fachada da casa Foto: Lilly Lutzenberger

 

monsteras
Jardim da casa do Lutz hoje, Monsteras   Foto:  Lilly Lutzenberger

Lilly: – “Tanto a Família Lutzenberger (do pai de meu pai – oriundo de Altötting, na Baviera) quanto a Flia. Kroeff (da mãe de meu pai, imigrantes alemães que se estabeleceram em Novo Hamburgo no final de 1854) eram grandes amantes das plantas e da jardinagem. Meu bisavô Joseph Lutzenberger vivia num casarão na praça central de Altötting e tinha um imenso jardim a poucas quadras do centro, onde cultivava suas rosas, pomar, etc. Meu bisavô Jakob Kroeff morava com a familia em Novo Hamburgo numa casa rodeada por um grande e lindo jardim. Por isso, o jardim da Casa Lutzenberger em Porto Alegre foi sempre muito movimentado, pois minha avó e os 3 filhos o utilizavam para jardinar e brincar.”

P1150740
Ilustração de Joseph Luzenberger ( pai) de 1934 cedida por Lilly Lutzenberger

Veja post sobre as ilustrações de Lutzenberger que retratam a infância do ambientalista

Como era o jardim no início? Como e quando foram plantadas as árvores?

Lilly:  – “Da vegetação original do jardim praticamente não resta nada. Era um jardim típico da época, com traçado geométrico”.

P1390819
Traçado inicial do jardim geométrico pelo arq. Joseph Lutzenberger   Imagem: Lilly Lutzenberger

Lilly: – “Havia duas longas pergolas que percorriam as laterais do jardim. Hoje, resta apenas a da lateral esquerda, a outra desabou nos anos 80. O resto do jardim tinha canteiros retangulares, uma linha de palmeiras ornamentais entre as pérgolas, uma grande floreira circular de três andares que parecia um bolo de noiva ao centro e, nos fundos, árvores frutíferas e um galinheiro. Lembro que, quando meu pai decidiu voltar ao Brasil, em1971, depois de 13 anos trabalhando no exterior, ainda existiam uma goiabeira, um caqui, uma pereira e uma parreira que cobria a pérgola que ruiu nos anos 80. Todas elas morreram ainda nos anos 70 e 80, de velhas e também por falta de luz, uma vez que casa e jardim, com o passar dos anos, foram ficando na sombra por causa dos prédios altos que cresceram ao seu redor. Uma pena. As palmeiras estão lá até hoje, velhinhas e um pouco tristes pela pouca luz. E algumas árvores, hoje imensas, provavelmente plantadas pelo meu pai.”

mato
Jardim da casa Foto: Lilly Lutzenberger

Lilly: -“No depósito de materiais de construção ao lado, meu pai havia plantado também um abacateiro, o qual sobreviveu em muitos anos às outras frutíferas. Lembro que, até o fim, meu pai cuidou e tratou desta árvore com carinho. Depois de seu falecimento, ela ainda durou alguns anos e morreu também. Apesar de seu grande amor pela botânica e paisagismo, ele pouco cuidou do resto do jardim depois de nosso retorno ao Brasil, por absoluta falta de oportunidade, pois as causas ambientais terminaram por absorvê-lo de forma tal que não lhe sobrava tempo para mais nada.”

DSC01271
Jardim da casa do Lutz hoje- pergolado antigo Foto: Helena Schanzer

Ele criava algum tipo de planta em especial?

Lilly: – “Durante seus anos no exterior, ele ainda conseguia dedicar-se à botânica. Ao longo de suas numerosas viagens a trabalho, aproveitava para se embrenhar na paisagem e conhecer de perto a vegetação nativa. Ao mesmo tempo em que ficava maravilhado com a beleza e diversidade dos biomas que encontrava, entristecia-o a velocidade vertiginosa com que tudo ia sendo destruído pelo homem. Pesquisava, fotografava e recolhia sementes e mudas por onde passava, as quais depois cultivava em casa, na sacada quando morávamos em apartamento e no jardim quando em casa.”

jardim de cima
Jardim da casa Foto: Lilly Lutzenberger

Lilly: – “Ele também se correspondia e trocava idéias, teorias, sementes e mudas com botânicos e colecionadores do mundo inteiro. Inclusive, existe uma euforbiácea venezuelana que leva seu nome – Euphorbia lutzenbergeriana Croizat.  Sua paixão eram as plantas de climas e regiões áridas (cactáceas e suculentas em geral), as plantas aquáticas e as carnívoras. Ele sempre tinha vasos com cactus, suculentas e carnívoras nos lugares mais bem iluminados da casa e do jardim e um que outro aquário. Aqui em Porto Alegre, chegou a ter dois grandes no jardim, cheios de plantas aquáticas.”

DSC01286
Jardim da casa atualmente Foto: Helena Schanzer

“Infelizmente, no Brasil, sua vida foi ficando cada vez mais agitada e estressante e seu tempo cada vez mais escasso, obrigando-o a desatender seu jardim. Mas ele acreditava que um dia voltaria a ter tempo suficiente de retomá-lo. E queria fazer isso sozinho, com suas próprias mãos. Temia delegar essa tarefa aos jardineiros locais que, segundo ele, além de não entenderem nada do assunto, careciam de sensibilidade. Ele os chamava de “demolidores de plantas”, principalmente aqueles terríveis encarregados da poda e manutenção de nossas árvores urbanas. Por isso, por mais que seu jardim estivesse em estado calamitoso, ele não permitia que ninguém tocasse em uma única folha sequer sem seu acompanhamento pessoal. Infelizmente, os anos foram passando e o jardim se deteriorando sem que pudesse voltar a dar-lhe a devida atenção. Assim, ao longo de 3 décadas de quase total abandono, o mesmo transformou-se numa pequena selva virgem.”

DSC01276
Jardim da casa atualmente Foto: Helena Schanzer

Tu participavas?

Lilly: -“Pouco também, mas brinquei muito naquele jardim. Mais tarde, já grande, muitas vezes ficava encarregada de cuidar das plantas de estimação que ele mantinha na sacada do dormitório e na janela de nossa sala de estar.”

P1230504
Cactáceas na janela da sacada da casa do Lutz Foto: Lilly Lutzenberger

Que transformações este jardim já passou? Para que é usado hoje?

O jardim foi muito usado e cuidado desde sua criação até o final dos anos 60, depois foi se assilvestrando até poucos anos atrás. Entre 2010 e 2012, a casa passou por obras de restauro e ampliação para sediar o atual escritório da Empresa Vida e o jardim foi revitalizado pelo paisagista Adolfo Müller.  Em agosto de 2012 se transformou no escritório da empresa Vida.

vista do jardim
Vista do jardim de dentro da casa Foto: Lilly Lutzenberger

Foi feita uma reciclagem?

Sim, mas, como não existem quase registros, sobretudo fotográficos, de como era o jardim original nos anos 30, nem se sabe que aspecto o mesmo teria adquirido caso meu pai tivesse tido a oportunidade de recuperá-lo, optou-se por preservar a maior parte da vegetação já existente por ocasião de sua morte e integrá-la com formas e espécies vegetais que correspondessem o mais fielmente possível aos conceitos de paisagismo e jardinagem que ele defendia.

Reciclagem da casa Foto: Lilly Lutzenberger

É tombado?

A pedido de suas proprietárias, a Casa Lutzenberger foi tombada em 2012.

O jardim também?

Creio que não, não tenho certeza, mas as árvores grandes que nele se encontram estão protegidas, não podem ser cortadas.

Dá muito trabalho cuidar do jardim?

Como o jardim foi remodelado de modo a preservar ao máximo a configuração que foi deixada pelo meu pai – assilvestrado por força das circunstâncias – ele não dá muito trabalho, pois tem muitas árvores, muita sombra e pouca grama.

DSC01280
Jardim da casa do Lutzenberger Foto: Helena Schanzer

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

 

 

Dá para cultivar hortaliças, temperos e frutíferas em casa

Vou fazer um desafio aos nossos leitores, já pensando na primavera, estação em que tudo floresce. Minha sugestão requer apenas um pouco de planejamento e vontade. E dará muita satisfação e saúde pra você.  A segurança alimentar e a sustentabilidade são tendências para melhorar a qualidade de vida de quem mora nas grandes cidades. Plantar em casa seus próprios legumes, verduras, frutas e temperos tem um imenso valor! Plante sua horta! Basta ter sol, água, um punhado de terra e sementes de qualidade e voce pode ter sua horta em casa.

lettuce-54132_1280
Pé de Alface -folhas jovens são 40% mais nutritivas foto: Pixabay

O espaço pode ser limitado, o suficiente para comportar alguns vasos e floreiras.  O fundamental é ter luz direta do sol e água, o resto é por conta da natureza. O ideal é uma sacada ou até mesmo um terraço.

Você já imaginou chegar a hora da refeição e poder colher sua própria salada orgânica?  Esqueça aquela salada guardada no refrigerador há dias.  Arme-se com uma tesoura e vá direto na sua horta colher alface, rúcula, manjericão, tomatinhos-cereja e umas folhinhas de hortelã para temperar tudo.  Sua salada fresquinha, limpa e sem agrotóxicos, com um sabor inigualável cultivada em casa!

fruit-924937_1280
Hortaliças podem ser cultivadas em casa Foto; Pixabay

Opções não faltam:

Salsinha, rabanete, cenoura, tomate.

Temperos: manjericão, salvia, alecrim.

Chás: cidró, erva -cidreira, melissa, hortelã, poejo. 

Frutas como: limão, bergamota, pitangueira, jabuticabeira, uva, todas em vasos.

Se você tiver um pouco mais espaço ainda dá para plantar de quebra umas abobrinhas, pepinos e chuchu. 

 

green-930889_1280
Folhas jovens ou Baby-leaf foto: Pixabay

Um truque muito legal: Dá para colher as folhas jovens, basta semear espécies que são adequadas para serem colhidas jovens. Por exemplo: alfaces e rúculas podem ser colhidas com 20 dias de vida e são bem tenras. As “folhas-jovens” tem 40% mais de nutrientes que quando a planta atinge o final do seu ciclo para ser colhida. Gostou? A ideia é ter tudo mais saudável, barato, sempre à disposição na sua mesa e com um sabor especial, sem contar a terapia, o relax.

lemon-110693_1280
Limoeiro siciliano foto: Pixabay

Se você tem apenas alguns minutos por semana você dá conta do recado. Mais uma coisa, uma irrigação automatizada também ajuda. É uma dica do tipo faça você mesmo ou chame um profissional para dar uma orientação técnica. E ainda pode virar uma atividade lúdica e divertida com a participação dos seus filhos ou netos. Bom proveito!

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

 

Dicas de presentes para o Dia das Mães: Plantas e acessórios de jardim

Mãe é mãe! Amor de mãe é eterno e incondicional. Faça uma homenagem bem afetiva neste dia  para sua mãe ou para alguém que lhe criou com amor . O amor é um sentimento que está faltando tanto nos dias de hoje! É essencial nutrir esta sensação tão benéfica. Presentes como flores e plantas as mães adoram! Se quiser inovar, presenteie um vaso com temperos ou uma hortinha. As ferramentas para ela mexer no jardim, tanto para fazer Bonsai, como  para plantar em vasos são sugestões bacanas.

spices-816496_1280
Temperos em vasos
chilli-peppers-889873_1920
Vaso com pimentas
bonsai ferramentas
Kit de ferramentas para Bonsai Foto: Tramontina divulgação

 

Kit ferramentas para jardim
Kit ferramentas para jardim Foto: Tramontina Divulgação
avental jardinagem
Avental para jardinagem Foto: Tramontina Divulgação

 

framboesas silvestre
Muda de framboesas silvestres para plantar em vaso ou no jardim Foto: Helena Schanzer

 

watering-can-397290_1280  pixabay
Regador de plantas

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

 

Bem estar: plante lavandas para ter flores perfumadas no jardim

Nesta época do ano as lavandas estão  comçando a florescer, para elas quanto mais frio, melhor.  As lavandas  tem flores perfumadas e podem ser cultivadas no jardim ou em vasos na sacada. O perfume da lavanda é suave e relaxante. Uma das plantas  aromáticas mais cultivadas, a  lavanda ou alfazema é um pequeno arbusto perene (+- 50 cm) que cresce rápido no sol. É cultivada como ornamental,  para fins medicinais e para perfumaria.  As  flores de cor lilás presentes o ano todo são delicadas e melíferas.

Foto:  Wikimedia Commons  - Flores de Lavandas
Foto: Wikimedia Commons – Eleonorapulcino- Flores de Lavandas

A lavanda é uma espécie européia que gosta de clima frio, por isto se adapta bem aqui no sul. A parte mais usada da planta são as flores.  A lavanda é muito usada para extração do óleo aromático. Possui  diversas propriedades medicinais tais como calmante, relaxante e para tratamento das vias respiratórias.

Foto:  Pixabay   lavandas na Provence - França
Foto: Pixabay   – Lavandas na Provence – França

* Existem diversas espécies de lavandas: Lavandula denticulata, Lavandula stochea,  Lavandula  angustifolia  ou L. officinalis (lavanda inglesa, alfazema – esta espécie que é a cultivada na França. As flores delicadas das lavandas são sempre visitadas por abelhas e borboletas.

Foto:  Pixabay  flor de lavanda  - lavender  flower
Foto: Pixabay    – flor de lavanda – lavender flower

Para cultivar lavandas, primeiramente tem que ter sol. É importante que o solo seja uma mistura de areia com composto orgânico e bem drenado. A água para a  lavanda não pode faltar, mas não se deve molhar demais, gosta de  solo seco entre as regas. A lavanda é uma planta de crescimento  rápido e quando os ramos crescerem demais, podem ser podados de leve.

Foto: Pixabay - Lavandas  flores
Foto: Pixabay – Lavandas flores

Pode se usar as flores da lavanda para fazer saches perfumados, enfeitar vasinhos para a casa  e também na culinária para sorvetes e biscoitos.

Foto: Helena Schanzer - Lavanda denticulata
Foto: Helena Schanzer – Lavanda denticulata – espécie mais usada aqui no sul

 

Foto  Pixabay  table-decorations-
Foto: Pixabay – vaso com lavanda

 Veja também Como ter árvores frutíferas no apartamento

* Plantas medicinais no Brasil, Nativas e exóticas. Harry Lorenzi e F.J. Abreu Matos. Instituto Plantarum, 2002.

Siga Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

 

 

 

 

 

Jardim sustentável cultiva plantas nativas, tem baixo consumo de água e composteira

Há uns anos atrás criei para uma amiga o jardim da casa (uma cobertura horizontal)  com princípios  de sustentabilidade. No video a seguir voces irão assistir as idéias utilizadas para deixar um pequeno jardim aconchegante e atrativo para a avifauna graças às plantas nativas usadas. Também mostra como fazer compostagem caseira com os resíduos organicos da cozinha.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=jFlk2tBw9nE]

Programa Estilo Zen –  Lu Adams – TV COM -RBS

O paisagismo sustentável tem uma abordagem diferente do paisagismo usual. Para planejar um jardim sustentável temos que ter uma visão mais holística da natureza. Devemos pensar na água e na energia. Temos que cuidar dos resíduos que geramos e transformá-los em composto orgânico que é um adubo para usar na horta e no jardim. Para ser ambientalmente adequado, o jardim deve ter bastante espécies nativas da região. Ter diversidade de espécies de vegetação, atrai diferentes espécies de pássaros, borboletas, a fauna, além de incrementar a microvida do solo.

Abutilon_megapotamicum WIKIPEDIA
Planta nativa do sul que atrai beija flores, Abutilon megapotamicum

No paisagismo, a abordagem da energia usada deve ser de luminárias com pequenos coletores solares ou lâmpadas  Led.  Em relação a água, deve-se buscar o baixo consumo de água pelas plantas cultivando espécies nativas, rústicas e pouco exigentes em água.  Outro aspecto interessante é o uso de cisterna para coleta da agua da chuva dos telhados verdes para reuso na irrigação e serviços gerais.

Foto: Helena Schanzer  -Salvia guaranitica -Salvia azul - Arbusto
Arbusto nativo: Salvia guaranitica -Salvia azul Foto: Helena Schanzer –

Os materiais usados no jardim devem ser regionais com baixa pegada ecológica, por exemplo: pedras e madeiras  da região. Quanto a vegetação é muito sustentável ter telhados verdes, cortinas e paredes verdes.  Outra característica de um jardim sustentável é que ele seja produtivo, isto é, cultivar espécies frutíferas, ter horta e temperos. E claro, usar espécies vegetais nativas / com baixo consumo de água.

telhado verde
Sustentabilidade com Telhado verde

Não devemos esquecer que o aspecto social também conta pontos. As pessoas envolvidas no projeto e na execução do jardim devem se sentir satisfeitas com o serviço. O trabalho tem que oferecer condições legais e confortaveis , respeitar horários, dar equipamentos e acomodações adequadas.

Para ser sustentável é fundamental que no controle de pragas e doenças não se faça uso de agrotóxicos. Deve-se usar produtos que não poluam nem danifiquem o meio ambiente.

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter

Jardinagem + Gastronomia + Terapia = Gastroterapia + qualidade de vida

A Gastroterapia é uma atividade de reconexão e reflexão, mais do que uma aula de jardinagem ou culinária. Para saber sobre este tema tão interessante e atual, conversei com a terapeuta Michele Valent que mora em Teutonia e lá desenvolveu a “Gastroterapia”. Michele Valent é ativista do movimento Slow Food, médica psiquiatra, com mestrado em psicopatologia do trabalhador e cozinheira profissional formada pelo Italian Culinary Institute for Foreigners – ICIF/UCS.

Gastroterapia
Gastroterapia por Michele Valent

O que é esta união da gastronomia com a terapia?

Michele: É um exercício de educação emocional através da jardinagem e da culinária. Com um tema diferente a cada encontro, os participantes elaboram e degustam uma refeição completa – da entrada à sobremesa, da horta ao prato.
Uso a gastronomia como veículo para trabalhar e para responder algumas das demandas mais prementes do homem contemporâneo. Começo com o plantar, o cultivar e o colher, e o espaço da agricultura na vida urbana. Tento resgatar essa possibilidade, reavivar o laço com uma origem rural não muito distante, que sobrevive na memória afetiva e na vontade. Lanço a provocação e convido as pessoas a investigarem os arquivos vivos de suas culturas, as pessoas mais velhas, os camponeses conhecidos.  Observamos que muitas pessoas não percebem de onde vêm os alimentos que comem e não dão a importancia devida a alimentação. E tem várias pessoas que são muito informadas quanto à alimentação e vem para saber mais.

Colhendo os ingredientes que serão cozinhados  Foto: Michele Valent
Colhendo os ingredientes que serão cozinhados Foto: Michele Valent
Almoço servido com o que o grupo colheu na horta e  cozinhou   Foto: Michele Valent
Almoço servido com o que o grupo colheu na horta e cozinhou Foto: Michele Valent

Como estabeleces estas conexões?

A produção do alimento ressignifica o trabalho, porque refaz o link direto entre trabalhar e comer, recorda à pessoa o motivo de levantar todos os dias e tolerar tantas frustrações. E por aí, vai. No cultivo e na cozinha, trabalho a prática da atenção plena, do estar no momento presente como antídoto contra a ansiedade moderna. Trabalho a tolerância, a paciência, o zelo e outras tantas virtudes esquecidas em nossa cultura da pressa e do descartável. Trabalho a comensalidade, o ser anfitrião e matriarca/patriarca – o agregar a família ao redor do fogo do lar ou da mesa, sem exclusões.

12419222_999222293454744_4527150144419373317_o
Grupo animado colheu, cozinhou e comeu vegetais direto da horta Foto: Michele Valent
Comer juntos após colher e cozinhar é um enorme prazer  Foto: Michele Valent
Comer juntos após colher e cozinhar é um enorme prazer Foto: Michele Valent
Enfeitando com flroes comestíveis
Enfeitando com flores comestíveis: amor perfeito

Como funcionam os encontros de gastroterapia?

É difícil, depois de uma certa idade, formar novos amigos – e comer juntos, preparar uma refeição – facilita esse movimento. Pessoas de formações muito diferentes, vindas de diferentes pontos, se reúnem para lembrar, para trocar e para conviver. Após o encontro, quando retornam para suas casas, trazem de volta à mesa os familiares sugados pelas telas dos eletroeletrônicos. Enfim, são outros valores: contra o consumo, micropolítica na escolha do que se come, na valorização do pequeno produtor, a gastronomia como ato artístico, cultural, nutricional, químico e agrário.

gastroterapia
Cozinhando juntos Foto: Michele Valent
Venha trocar todos os livros de dieta por alguns princípios simples
Venha trocar todos os livros de dieta por alguns princípios simples Foto: Michele Valent
regras para aumentar sua inteligencia gastronomica
Regras para aumentar sua inteligencia gastronômica Foto: Michele Valent
o cantinho das apiáceas   salsas, aipo, endro e coentro
Na horta, o cantinho das apiáceas como  salsas, aipo, endro e coentro Foto: Michele Valent

Quer saber mais informações , olha o link   https://www.facebook.com/notes/gastroterapia/perguntas-mais-frequentes-sobre-a-gastroterapia/937312929645681

Siga o Blog Jardim de Helena nas redes sociais:

Facebook / Instagram / Twitter