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Leonardo Di Caprio é um ativista dedicado ao meio ambiente

O ator e produtor  americano Leonardo Di Caprio é um ativista engajado na proteção ambiental.  A ONU nomeou-o como representante das alterações climáticas em 2014.  Em 2016, ele discursou  sobre as questões que os oceanos enfrentam na Conferência Oceânica em Washington, organizada pelo antigo Secretário de Estado John Kerry. A conferência Our Ocean concentrou-se em questões-chave do oceano tais como áreas marinhas protegidas, pescas sustentáveis, poluição marinha e impactos relacionados ao clima no oceano. Leonardo DiCaprio falou sobre sua experiência testemunhando os efeitos prejudiciais da mudança climática enquanto filmava seu documentário Before The Flood.

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Leonardo DiCaprio é um ativista ambiental foto: Divulgação fundação DiCaprio

O ator criou a sua própria fundação de defesa do meio ambiente, a Leonardo DiCaprio Foundation, em 1998. A fundação dedica-se a “preservar os últimos locais selvagens do planeta, a implementar soluções que restaurem o balanço de ecossistemas ameaçados e a procurar soluções a longo prazo para a saúde e bem-estar dos habitantes do planeta Terra”.  Conheça a fundação DiCaprio em:   http://leonardodicaprio.org/

Leonardo DiCaprio    foto: Divulgação
Leonardo DiCaprio foto: Divulgação

Além da própria fundação, o ator faz parte da direção dos grupos ambientalistas Natural Resources Defense Council (NRDC), Global Green USA e International Fund for Animal Welfare (IFAW). Em 2007, produziu o documentário The 11th Hour, no qual trabalhou durante quatro anos.

Leonardo DiCaprio    foto: Divulgação
Our Ocean e Leonardo DiCaprio foto: Divulgação

 

Veja como Israel reutiliza toda água

Como adubar as plantas e fazer seu adubo em casa?

Voce não se alimenta todos os dias? Pois então, as plantas também! Todos os dias precisam de um pouco de água (conforme a espécie) e de nutrientes para se manterem vivas e crescerem. Para a planta florescer e frutificar, precisa de energia, ou seja, água e nutrientes. O sol ativa os processos internos da planta como a fotossíntese e o metabolismo da planta. E a planta retira do solo, através do sistema radicular,  os nutrientes que precisa para realizar os processos de crescimento.

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A adubação muda conforme a espécie e sua necessidade foto: Pixabay

Algumas espécies são mais exigentes e outras menos. Por exemplo , as plantas suculentas são pouco exigentes em nutrientes no solo. As hortaliças retiram muitos nutrientes do solo no seu ciclo de vida. Como repor os nutrientes para as plantas do jardim e dos vasos? Se voce recicla o seu lixo orgânico e produz se adubo, use-o que as plantas ficarão satisfeitas.  Se for comprar na floricultura, escolha substratos ricos em matéria orgânica e ricos em nutrientes. São suficientes para nutrir as plantas. Em relação aos adubos líquidos , use para as plantas que dão flor, como geranios, orquídeas e jasmim.  Para ser mais sustentável o certo é plantar usando um produto derivado de reciclagem. Pode ser um composto orgânico resultante da reciclagem de resíduos industriais ou da compostagem caseira, ambos ricos em matéria orgânica e nutrientes para as plantas.

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composto organico usado para plantar foto: Helena Schanzer

A indústria da celulose, de sucos de laranja e do bagaço da uva produzem resíduos após a produção do suco da fruta ou do papel de celulose da árvore. Tais resíduos são excelentes matéria-prima para adubos/compostos orgânicos. O composto orgânico resultante da compostagem em larga escala destes resíduos é rico em nutrientes e com ótimas características para o plantio. E damos uma origem nobre para produtos que iriam para o lixo.

Reciclando o lixo orgânico em casa:

Outra opção que é sustentável é usar o húmus produzido pela reciclagem do lixo orgânico da cozinha através da compostagem caseira. Transformamos nosso resíduo da cozinha em adubo rico em nutrientes para o jardim e para os vasos. As minhocas aparecem espontaneamente vindas do o solo natural do local e ajudam a diferir o lixo orgânico transformando em húmus.

Uma opção bem legal são minhocários feitos de caixas plásticas empilhadas, ( na Internet tem) que se pode ter no pátio de casa.

Para apartamento já vi composteiras bem sofisticadas, veja aqui:   Composteira-eletrica-portatil transforma resíduos de cozinha em adubo em 24h -site Ciclo vivo

Para que a planta se desenvolva ela precisa de nutrientes, água, ar e luz solar. Os nutrientes estão no substrato, que vem a ser a mistura de terra+areia+composto orgânico+outros materiais preparados conforme as características de cada planta. Até os anos 90, permitia-se retirar terra da natureza para vender, era permitido jogar os resíduos industriais no rio, gerando uma poluição e mortantade de peixes fenomenal. Nos dias de hoje isto soa absurdo, ainda bem!

Veja aqui uma composteira caseira que voce compra pronta da Tramontina

Saiba Porque o contato com a natureza faz bem para a saúde

Veja plantas floríferas adaptadas ao litoral

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No jardim do Lutzenberger habitavam graxaim, tartarugas, sapos e caranguejeiras

O ecologista José Lutzenberger era um defensor ferrenho da natureza. Era apaixonado por plantas e também por animais. Por isto, continuo minha homenagem a ele com o Capítulo 3 dos posts pela Semana do Meio Ambiente. Na entrevista com Lilly Lutzenberger,  filha dele, tive que dedicar um capítulo aos animais. Quando perguntei se o Lutz tinha animais de estimação, descobri que ele adotou gatos, o cachorro Lux, seu companheiro de aventuras,  além de animais bastante diferentes como caranguejeiras, sapos albinos, jabutis*, abelhas-nativas e graxaim.

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Lutzenberger e o aquário dos sapos albinos- Foto:acervo de Lilly Lutzenberger

Veja quem foi o ecologista José Lutzenberger

Conheça o jardim da casa do ambientalista Lutz

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Animais de estimação no jardim: abelhas-nativas – Foto: Lilly Lutzenberger
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Reportagem da Zero Hora de 16.10.1988 Acervo: Lilly Lutzenberger

Acompanhem o relato da Lilly Lutzenberger:

“Desde o começo, sempre houve muitos bichos adotados no jardim, para desespero, primeiro de minha avó, depois de minha mãe, que acabavam tendo que cozinhar e cuidar de todos eles. Até pouco tempo atrás, ainda não existia tanta ração, nem produtos para animais de estimação e a comida para eles precisava ser preparada em casa. Além de uma infinidade de cães e gatos, bichos mais exóticos também povoaram o jardim, todos adotados. No começo da década de 70, meu pai ia seguido ao Zoológico de Sapucaia e de lá às vezes voltava com um filhote de graxaim embaixo do braço. Caçadores matavam a mãe, depois largavam as crias no Zoológico que não sabia o que fazer com tantos filhotes de graxaim… Tudo corria relativamente bem enquanto o bichinho ainda era pequeno, mas, depois que crescia e os instintos selvagens surgiam, começavam os problemas.

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Lutzenberger e o graxaim – Foto: acervo de Lilly Lutzenberger

Tivemos a Lolita, uma femeazinha traumatizada e arisca, que vivia escondida nos arbustos e dois machinhos doidos, sendo que o segundo, ao crescer, se tornou impossível. Um dia, escavou e conseguiu passar por baixo da cerca que separava nosso jardim do terreno de trás e, em tempo recorde, dizimou o galinheiro do vizinho. Era galinha e galo morto por tudo, o vizinho ficou danado e meu pai teve de repor todo o plantel e reforçar a cerca. O endiabrado do graxaim era rápido como um raio e atacava a tudo e a todos. Mordeu feio minha irmã, que naquela época ainda era muito pequena, depois nossa empregada e também uma tia. Depois do terceiro incidente, ninguém além de meu pai se atrevia mais a pisar no jardim. Mas ele defendia seu mascote, alegando que o problema não era dele, mas das mulheres da casa que não o entendiam, nem sabiam como tratá-lo… Até o dia em que, do nada, o graxaim avançou nele e lhe rasgou a mão com os dentes. Em seguida, o graxaim voltou para o zoológico…”

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Animais de estimação no jardim: Jabutis – Foto: Lilly Lutzenberger

“Mais ou menos na mesma época, meu pai também criava uma enorme aranha caranguejeira numa gaiola de pássaros. Felizmente, a aranha era tão grande e gorda que não conseguia passar por entre os barrotes da gaiola. Mas, todos os dias, meu pai a tirava de dentro de seus aposentos e a deixava passear ao longo de seu braço, da mão até o ombro e vice-versa. Hipnotizada, eu assistia ao número enquanto ele tentava me convencer a fazer o mesmo, garantindo que não havia perigo nenhum. Mas eu preferia só olhar. A aranha comia bolinhas de guisado fresco que meu pai amorosamente lhe preparava todos os dias. A gaiola ficava na nossa lavanderia, no andar térreo, e um dia a encontrei devorando um pequeno camundongo. Fiquei impressionada, pensando que meu pai havia aprendido a capturar camundongos vivos para sua protegida. Mas não, o que tinha acontecido é que o imprudente roedorzinho havia entrado na gaiola durante a noite para roubar os restos do jantar da aranha e acabou se transformando no seu café da manhã.Tivemos uma caturrita chamada Zé Carioca que viveu conosco por um bom tempo. Quando chegou, tinha uma asa machucada, não conseguia mais voar, mas aprendeu a abrir e fechar sozinha a portinhola de sua gaiola e, todos os dias, fazia passeios pelo jardim. Até que terminou dentro da barriga de um de nossos gatos.”

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Animais de estimação no jardim: Jabutis – Foto: Lilly Lutzenberger

“Nos anos 80, um dia meu pai voltou de uma viagem ao norte do Brasil com uma grande caixa de papelão. Dentro havia duas dezenas de pequenos jabutis de diferentes espécies. Ele nos explicou que os havia confiscado de alguém que pretendia transformá-los em sopa. Confiscou-os, trouxe para Porto Alegre (de avião!) e largou no jardim. Com o passar dos anos, quase todos morreram por não suportarem o frio de nossos invernos. Mas 3 se adaptaram, cresceram e ficaram enormes, pareciam melancias com patas. Viveram no nosso jardim até poucos anos atrás, quando foram transferidos para o Rincão Gaia, em função das obras de reforma da  Casa Lutzenberger.”

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Sapos albinos  Foto:  Acervo  Lilly Lutzenbeger

“Pouco tempo antes de morrer, ele ainda arrumou um par de sapos aquáticos albinos (Xenopus) e colocou-os dentro de um dos aquários do jardim. Eram brancos e cegos, pareciam fantasminhas vagando pela água. Mas ele os achava maravilhosos e, como não enxergavam, lhes dava comida na boca com uma pinça bem comprida. Meu pai tinha também o hábito de juntar e guardar restos de nossos animais de estimação quando morriam, de bichos mortos e plantas que ele encontrava na natureza. Ossos, cascos de tartaruga, ninhos abandonados, ovos, plumas, peles de cobras e lagartos, sapos secos, cascudos gigantes, asas de borboletas coloridas, conchas, estrelas do mar e restos de corais decoravam seu escritório e o resto casa. Sementes de todo tipo e pedras bonitas também.”

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Composteira no jardim foto: Lilly Lutzenberger

“E havia uma linda composteira no fundo do jardim, alimentada com os restos orgânicos da cozinha e repleta de insetos, tatuzinhos, gordas minhocas e uma infinidade de micro-organismos interessantes que fabricavam um adubo maravilhoso para suas floreiras.” 

Animais de estimação no jardim: abelhas - Foto: Lilly Lutzenberger
Animais de estimação na casa e  jardim: abelhas-nativas – Foto: Lilly Lutzenberger

“Na fachada da casa, numa fenda localizada no canto esquerdo inferior da porta de entrada, se abria, desde sempre, um ninho de abelhinhas do bosque. Ninguém sabe como, nem porque escolheram aquele lugar inóspito para se instalar. Meu pai procurava protegê-las dos constantes ataques e danos que sofriam pela mão das domésticas que as varriam dali sem nem vê-las ou de algum dos tantos mendigos que costumavam pernoitar no vão da porta e as aplastavam sempre de novo. Mas as valentes abelhinhas silvestres, por alguma razão, nunca desistiram daquele lugar. Durante décadas incansavelmente reconstruíram seu ninho devastado, sobreviveram a quase dois anos de pesadas obras de revitalização da Casa Lutzenberger e continuam ali até hoje, diminutas e lindas, demonstrando a nós arrogantes humanos que, apesar das aparências, a força bruta não é o que move o mundo, mas a beleza e a delicadeza.”

Animais de estimação no jardim: abelhas - Foto: Lilly Lutzenberger
Animais de estimação na casa e no jardim: abelhas-nativas – Foto: Lilly Lutzenberger

 

* Corrigido em 4/6/2016 às 0:56 hr

Saiba mais sobre o ecologista  José Lutzenberger  e a sua luta ambiental

Veja a infância do Lutzenberger retratada através de ilustrações de seu pai

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