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O que podemos fazer para salvar as abelhas?

Voce já se deu conta das noticias alarmantes sobre a sobrevivência das abelhas no nosso planeta? Já faz alguns anos que tem se falado sobre o desaparecimento destes insetos. As abelhas tem um papel fundamental na manutenção da vida porque são importantes polinizadoras de infinitas espécies vegetais.  Sem elas, muitas plantas não florescem e consequentemente, não frutificam.  E como é fica a reprodução das plantas?  E nós, que atitudes podemos tomar para salvar as abelhas?

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Abelhas polinizando as flores de lavanda Foto: Pixabay

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estima-se que 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo sejam polinizadas por alguma espécie de abelha. Para terem uma idéia da importancia destes agentes polinizadores, a ciência já desenvolveu  “abelhas-robos” (robobees) para polinizarem as plantas, já que a população das abelhas vem diminuindo drasticamente.

Abelhas e o mel foto:pixabay
Abelhas e o mel foto:pixabay

São diversos os motivos para o desaparecimento das abelhas:

1. Desmatamento das áreas verdes e consequente diminuição de alimentos e habitats para as abelhas.

2. Os inseticidas e pesticidas aplicados usualmente nas lavouras, nos jardins para controle de pragas e para controle de mosquitos ( Zica, dengue) matam as abelhas também. Elas são insetos e os inseticidas matam todos eles indiscriminadamente.

3. Fungos ou virus em colmeias;

4. Inseticidas do grupo Neonicotinoides são letais para as abelhas e colméias.

 

O que fazer para melhorar a vida das abelhas?

1. Plante flores, em especial as espécies nativas que alimentam as abelhas oferecendo seu pólen e nectar.

2. Evite usar pesticidas para controlar as pragas da casa e do jardim. Dê preferencia para produtos que não causem danos nem poluem o meio ambiente. Veja no final deste post links com  algumas dicas de controle ecológico.

3. O produto Fipronil que se usa no Brasil  para controle de pulgas e carrapatos nos nossos pets, e também como produto tóxico na isca formicida, acabam indiretamente causando a morte das abelhas. Mas a gente vai fazer o que para matar as pulgas dos pets e controlar as formigas?

 

Flores alimentam as abelhas
Flores alimentam as abelhas

 Como controlar insetos e outras pragas no jardim sem danificar o meio ambiente, VEJA

Jardins verticais transformam muros e paredes

 

Porque um Jardim Botânico é importante?

Toda cidade que se preze no mundo tem um jardim botânicoTemos flora e fauna nativa riquíssima! O jardim botânico é importante na educação ambiental e tem recantos e espécies incríveis: tem o jardim dos perfumes, o jardim sensorial, um bosque de ciprestes de inúmeras espécies, além de outros.

Fernando Gomes - Agencia RBS
Educação ambiental no Jardim Botanico – foto: Fernando Gomes – Agencia RBS

Na minha vida o jardim botânico de Porto Alegre teve uma importância imensa. Quando eu tinha 16 anos, fiz o meu primeiro curso de jardinagem no Jardim Botânico de Porto Alegre. Foram tardes ensolaradas de uma primavera há décadas atrás quando eu, junto com minha mãe, aprendemos como reproduzir plantas, cuidar e plantar. Conhecemos diversas espécies e passeamos pelos diferentes recantos. Aquela semana de estudos no Jardim Botânico consolidou em mim a paixão que já tinha pelas plantas e me fez decidir cursar agronomia. Este curso acabou norteando minha trajetória profissional. Eu frequento jardins botânicos, sou fascinada por eles. Os jardins botânicos são importantes instituições que abrigam coleções documentadas de plantas vivas  e desenvolvem pesquisas científicas, além da educação e da conservação e exposição de espécies vegetais. No jardim botânico são cultivadas muitas plantas raras que só tem ali.  As pessoas nem imaginam, mas no jardim botânico de Porto Alegre, existe um  jardim para cegos, onde os deficientes visuais podem usar o sentido do tato e do olfato para perceber e sentir as plantas.

jardim botanico de Porto Alegre    Reprodução de foto de Tetraktys  wikipedia
Educação ambiental no Jardim Botânico de Porto Alegre- Reprodução de foto do Tetraktys wikipedia

O Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma área total de 39 hectares de parque. No local, podem ser compradas espécies de mudas nativas do Rio Grande do Sul (frutíferas e ornamentais) e medicinais, produzidas no próprio viveiro, no banco de sementes do Jardim Botânico. O parque realiza atividades educativas e culturais que objetivam a conscientização da flora nativa e da biodiversidade. Conforme o site da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, conta com aproximadamente 6 mil exemplares separados em 18 coleções do arboreto e nove especiais, localizadas em estufas e vasos. As coleções são principalmente de espécies raras e nativas do Rio Grande do Sul, e algumas que só ocorrem no estado. Em conjunto com o Museu de Ciências naturais, o órgão atua conjuntamente na coordenação da elaboração da Lista Oficial de Espécies Ameaçadas do RS.

Jardim botanico Porto Alegre por Tetraktys -  Wikimedia Commons
Jardim Botânico de Porto Alegre Foto de Tetraktys – Wikimedia Commons

De acordo com dados de 2012 da Rede Internacional de Jardins Botânicos (Botanic Gardens Conservation International – BGCI), estima-se que existam, hoje, cerca de três mil jardins botânicos e arboretos distribuídos em 180 países. São instituições que cultivam, coletivamente, mais de cem mil espécies de plantas, representando quase um terço de todas as plantas conhecidas no mundo.

Jardim Botânico de Porto Alegre - Foto divulgação FZB -por sergiobavaresco
Jardim Botânico de Porto Alegre – Foto: divulgação FZB -por Sergio Bavaresco

 

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Jardim, música e poesia em uma ação coletiva na Vila Assunção

Uma iniciativa super bacana chamada “Projeto vizinhança” criou um evento em uma casa tombada pelo patrimonio histórico. A casa localiza-se na Avenida Guaíba, na Vila Assunção, zona sul de Porto Alegre. O evento acontece neste sábado e no domingo, aproveite!!!

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 Sempre quis visitar esta casa de estilo arquitetônico tão diferente, parece um palacete, e esta foi uma oportunidade incrível, as imagens falam por si.  A casa foi construída em 1950 e está praticamente intacta, é muito interessante por dentro e por fora. Para este evento “Projeto Vizinhança”, no sótão da casa foi montado um mini-cinema com filmes descritivos para deficientes visuais.  Diversas atividades culturais rolavam nos vários aposentos da casa.  Para mim, a “cereja do bolo” do evento foi assistir a pianista jazzista Ivone Pacheco tocando acompanhada do saxofonista  Mauricio Oliveira. Fica uma amostra com “Summertime” no vídeo abaixo.

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Dona Ivone Pacheco, para quem não conhece é a nossa diva gaúcha do jazz, que transformou o porão da sua casa no Clube de Jazz , uma espécie de clube secreto para quem curte jazz. Só para esclarecer, nada a ver com esta casa sobre a qual falo aqui no post.

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A artista  Eleonora Graebin  fez uma ocupação poética  e emoldurou a vista do rio Guaíba com véus bordados com poemas, olha que lindo na imagem abaixo.

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Em outra sala rolava uma oficina de artes e pinturas com crianças. Conforme o site do Projeto Vizinhança, a iniciativa surgiu em 2012 através de um grupo de amigos que resolveram ativar espaços ociosos da cidade transformando-os em local com participação coletiva.  No local desenvolvem várias atividades coma  participação de vizinhos visando estimular a convivência entre eles e a troca e a aprendizagem em um ambiente lúdico, criativo e informal.

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Veja mais fotos do evento na galeria  – fotos: Helena Schanzer

 

 

Veja mais na página do “Projeto vizinhança” no Facebook:

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http://projetovizinhanca.art.br/

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Mangue e a urbanização convivem na Barra da Tijuca

Uma das paisagens e ecossistemas que mais me impressiona é o mangue. O mangue é um ecossistema situado em áreas litoraneas tropicais como rios e lagoas, regularmente inundado pela água salobra. Estive na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e como tenho fascínio pelo manguezal, documentei muita coisa para contar.  O mangue é um ecossistema delicado e riquíssimo em diversidade de espécies. Os manguezais são importantes para a manutenção da vida marinha, porém têm sofrido profundas alterações promovidas pela ocupação urbana e pela especulação imobiliária. A intensa pressão do crescimento da cidade deixa suas marcas na paisagem nativa: viadutos e metrô sendo construídos para melhorar o transito na margem dos manguezais, o lixo na lama do mangue que fica no sobe/desce das marés.  Pior são os dejetos lançados nas lagoas que poluem e detonam o meio ambiente.

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Visual da Barra no Rio de Janeiro – Manguezais e lagoas Foto: Helena Schanzer

A Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro teve uma parte do  planejamento paisagístico e urbanístico em 1986 e 1990 desenvolvido pelos renomados arquitetos paisagistas Fernando Chacel e Sidney Linhares* que desenvolveram o conceito atual de ocupação e já naquela época buscava preservar e recuperar as áreas de mangue e a restinga. Já se delineava a intensa urbanização que se consagrou com o desenvolvimento desta zona do Rio e tentou compatibilizar com a construção de condomínios verticais e horizontais na década de 1990.  Na região temos ainda as montanhas que são áreas de preservação ambiental e reforçam a importância do mangue como área de transição e como zona de amortecimento entre ecossistemas tão diferentes.

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A vegetação típica de mangue possui raízes enormes, partes delas são aéreas. Este sistema radicular é adaptado para sobreviver às cheias das mares e aos períodos de seca e maré baixa, e ainda à água salobra.  O mais interessante destas raízes esculturais é a capacidade de absorver a matéria orgânica em decomposição que fica na lama do manguezal.

Veja galeria de fotos com a vegetação de mangue na Barra no Rio de Janeiro:

 

 

 

* Visões da Paisagem, ABAP, Associação brasileira de arquitetos paisagistas. Organizado por Guilherme Dourado. São Paulo. 1997.