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Sicredi conquista certificação inédita no Brasil por sustentabilidade

O Centro Administrativo Sicredi em Porto Alegre é a primeira edificação já existente a obter  a certificação LEED no Brasil e é a quarta obtida na América Latina na categoria Platinum. O banco Sicredi foi fundado há mais de cem anos na cidade gaúcha Nova Petrópolis e hoje é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3,3 milhões de associados e atuação em 20 estados brasileiros.

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Telhado verde aumenta a pontuação para o LEED -Centro Administrativo Sicredi Foto: Ita Kirsch

O evento que celebrou a conquista da Certificação LEED do Centro Administrativo Sicredi foi emocionante e me orgulho de ter participado na questão de paisagismo e sustentabilidade das áreas verdes. Projetei (juntamente com os arquitetos Campos & Morganti) mais de 5 mil m2 de jardins dos telhados verdes, entorno dos prédios, calçadas e a área do centro de convivência dos funcionários.

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Equipe reunida celebrando a conquista do LEED após 2 anos de dedicação – foto: Divulgação

A área total do Sicredi engloba 28.000 m2, sendo a maior parte com área verde.

Sicredi e bicicletário
Bicicletário foi implantado para estimular os colaboradores

A certificação LEED Existing Buildings: Operation & Maintenance, nível platinum (LEED EB O&M Platinum)  foi concedida pelo United States Green Building Council (USGBC) para o Centro Administrativo Sicredi em Porto Alegre. Esta certificação representa o mais alto prêmio concedido a edifícios que demonstrem excelência na adoção de práticas sustentáveis e eficientes na gestão. Com a conquista, o Sicredi ultrapassa a marca alcançada pelos demais 27 edifícios que já haviam obtido algum nível de certificação (prata ou ouro) no Brasil.  O diretor de Administração e Finanças do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares explica a motivação que levou o banco a buscar o selo LEED: “Acreditamos no projeto de certificação não só por estar alinhado às práticas de sustentabilidade do Sicredi, mas também por ampliar a eficiência da estrutura, com efeitos positivos sobre consumo de fatores como energia elétrica e água, além de contribuir para a estabilidade da operação. Assim, agregamos valor aos associados do Sicredi”.

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Paineis solares no Sicredi

Desde 2014, quando iniciamos a busca pela certificação, o Sicredi não poupou esforços para alcançar a meta. O resultado vem da dedicação de toda a equipe de colaboradores e dos parceiros envolvidos no projeto”, afirma o engenheiro da Administradora de Bens Sicredi, Dino Soccol. “Essa conquista do Sicredi é icônica para o País, não apenas por ser o primeiro LEED EB O&M Platinum do Brasil, mas por despontar como caso de sucesso de edificações existentes com foco em eficiência operacional, redução do uso de recursos naturais e melhoria da qualidade de vida e bem-estar dos ocupantes”, salienta Soccol.

Para adequar o Centro Administrativo Sicredi ao padrão exigido, a instituição financeira cooperativa contou com a OTEC, consultoria especializada no tema desempenho do ambiente construído. “O Sicredi é um exemplo de dedicação e cuidado com seus ativos e a certificação LEED EB O&M Platinum é reflexo das boas práticas adotadas na gestão predial do Sicredi”, analisa o diretor de Desenvolvimento da OTEC, David Douek. “Projetos como este colaboram para elevar o otimismo do mercado de green building councils, demonstrando de forma prática a importância da eficiência energética em edificações existentes para o cumprimento das metas assumidas perante a COP 21 de Paris”, afirma Felipe Faria, diretor executivo do Green Building Council Brasil.

Telhado verde  Sicredi foto Ita Kirsch
Telhado verde Sicredi foto: Ita Kirsch

O processo de certificação LEED EB O&M Platinum envolveu o monitoramento continuo das práticas de gestão de facilidades que incluem: gestão de energia, água, compras, gestão de resíduos, qualidade do ambiente interno, qualidade ambiental externa, mobilidade, conforto ambiental, saúde do usuário e limpeza sustentável. Além de atender a pré-requisitos obrigatórios, como eficiência energética e eficiência hídrica mínima, e de demonstrar observância a condições obrigatórias de renovação de ar, também é necessário somar pontos obtidos em função de atendimentos aos chamados critérios não mandatórios. Para obter a certificação Platinum, é necessário obter, ao menos, 80 pontos dentro de uma escala de 110. O Sicredi obteve 88 pontos na escala de pontuação, melhor resultado na América Latina na categoria.

Para alcançar o resultado pioneiro, o Sicredi teve que mostrar resultados, tais como:
• Eficiência energética 18% superior à meta, que contou com a contribuição de estratégias, tais como instalação de sistema regenerativo de energia nos elevadores, retrofit do sistema de iluminação artificial do estacionamento e automação dos computadores.
• Eficiência hídrica próxima a 50%, capaz de garantir a totalidade dos pontos neste quesito, oriunda de estratégias como a utilização de água de reuso e sensor de chuva para irrigação; utilização de água de reuso nos sanitários e nas torres de resfriamento; e adequação dos metais sanitários.
• Adoção de linha de produtos de limpeza com o Green Seal, que atende a critérios de toxicidade, compostos orgânicos voláteis e saúde humana, e utilização de equipamentos de limpeza de baixo impacto ambiental e sonoro.
• Alta porcentagem de utilização de transporte alternativo, incentivada por meio de estratégias, tais como o programa de incentivo à carona e a implantação de bicicletário com cobertura fotovoltaica.
• Adoção de estratégias de redução do efeito “Ilha de calor”, tanto nos pisos quanto nas coberturas.
• Implantação de procedimentos de gestão dos sistemas prediais, tais como auditorias de energia e comissionamento contínuo das instalações consumidoras de energia.
• Adoção de fontes de energia renovável “off site”.
• Paisagismo: predominância de espécies nativas ou adaptadas ao habitat local e utilização de técnicas de baixo impacto
• Gestão de resíduos: implantação de central de resíduos e envio de mais de 60% dos materiais para reciclagem ou compostagem de resíduos orgânicos e podas de jardim no próprio empreendimento.

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Equipe das mulheres participantes do trabalho para conquista do selo LEED – Foto: Divulgação

Além disso, diversas estratégias permitiram o envolvimento de toda a equipe de colaboradores do Sicredi. Desde a comunicação objetiva, por meio de sinalização, até ações lúdicas, como o “espaço sensorial” – no qual os ocupantes puderam vivenciar a diferença entre um espaço sustentável –, a cultura empresarial ficou explícita no resultado alcançado, sendo a certificação LEED EB O&M Platinum uma conquista inédita que o Sicredi compartilha com todo o Brasil.

jardins Sicredi by Helena Schanzer
jardins Sicredi by Helena Schanzer

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3,3 milhões de associados e 1.500 pontos de atendimentos, em 20 estados do País*. Referência internacional pela organização em sistema, com padrão operacional e utilização de marca única, o Sicredi conta com 121 Cooperativas de Crédito filiadas, distribuídas em cinco Centrais regionais – acionistas da Sicredi Participações S.A. –, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla uma Administradora de Bens, uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.

Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia, Goiás, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia.

 

O que é certificação LEED?

É um selo verde* criado em 2000, pelo USGBC – Conselho de Construção Sustentável dos EUA, o LEED orienta e atesta o comprometimento de uma edificação com os princípios da sustentabilidade para a construção civil – antes, durante e depois de suas obras. Emitido em mais de 130 países de todo o mundo, o selo é considerado, hoje, a principal certificação de construção sustentável para os empreendimentos do Brasil, onde é representado oficialmente pelo GBC-Brasil – Conselho de Construção Sustentável do Brasil, que foi criado no país em 2007.  Qualquer edificação pode se cadastrar para este selo: supermercado, hospital, residencias, bancos, hospitais, escolas, laboratórios de saúde, supermercados, prédios comerciais e outros – possuem a certificação LEED – Leadership in Energy and Environmental Design.

Veja: Os jardins no telhado verde do Sicredi

Conheça uma universidade de agricultura orgânica e sustentável na Holanda

Em 2013, o universitário Felipe Villela fez uma viagem de carro para a Floresta Amazônica e ficou impressionado com o desmatamento causado pela produção de soja e gado. A partir de então,  resolveu  aprofundar o conhecimento em agricultura sustentável e decidiu ir estudar na Holanda para tentar mudar este cenário. Atualmente estuda Agricultura Sustentável na cidade chamada Den Bosch na Holanda. Conversei com o Felipe sobre a sua experiência de estudar e morar na Holanda e também sobre o curso de vanguarda em agricultura orgânica na HAS University of Applied Sciences que ele está fazendo ( Universidade de Ciências Aplicadas).

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Aulas práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Felipe, conta tua trajetória e o que te levou a buscar o curso de Agricultura Sustentável que estás fazendo na Holanda?

Felipe: – “Nós, seres humanos, não estamos medindo as conseqüências da agropecuária muito bem. Este desmatamento gera inúmeras consequências para o nosso ecossistema. A produção de soja, além de ser transgênica, estimula a degradação do solo, monocultura e a perda de biodiversidade de espécies. Já possuímos mais da metade do solo mundial degradado. A floresta Amazônica é maior floresta tropical do mundo, riquíssima em sua biodiversidade. A sua preservação não é uma necessidade, é uma obrigação. Morando aqui na Holanda, observo que todas as entidades políticas europeias estão tomando providências urgentes para recuperar todos os recursos naturais que já foram destruídos.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Na Europa, principalmente, tudo já foi devastado. Será que iremos ter que passar pelo mesmo que os europeus? Por que, nós seres humanos, sempre precisamos experienciar a escuridão para se dar conta da luz no final do túnel, se podemos tomar previdências antes de chegarmos lá? A intenção de “salvar a economia do país” através da exportação de soja, é um pensamento à curto prazo. Assim como a maioria das decisões governamentais conectadas ao meio ambiente e o nosso planeta. É uma pena. O Brasil é um país que tem um potencial enorme de servir como exemplo para o mundo. A agricultura sustentável é o caminho para uma economia inteligente no país.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H. – Qual a filosofia do curso?

Felipe: – “A filosofia do curso é baseada em criar sistemas sustentáveis que sejam eficientes, que gere abundância e oportunidades de mercado. Criar um economia circular onde podemos re-utilizar nossos recursos naturais, o que é desperdiçado. Este sistema de produção de alimentos atual é ineficiente e segue uma linha de pensamento a curto prazo. O curso nos ensina a construir uma linhagem de pensamento a longo prazo, onde nós, seres humanos, sejamos capazes de manter nossos recursos naturais para futuras gerações e produzir alimento para o futuro da população mundial. O curso é interessante pois nos estimula a pensar em coletivo e na prática em como encontrar soluções para um mundo mais sustentável.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H. – Como é o dia a dia do curso?

Felipe: – “O curso é bem prático. No primeiro ano aprendemos sobre o sistema de produção de alimentos mundial, saúde e nutrição, como converter combustíveis fosseis para uma economia de base biológica, sistemas de produção de animais, sistema de produção de agrofloresta e permacultura e como criar seu próprio business. No primeiro ano temos  que fazer 2 estágios em 2 lugares diferentes para comparar o aprendizado. O primeiro eu fiz no primeiro projeto de agro-floresta aqui da Holanda e o segundo eu farei em uma fazenda orgânica que criam vacas para produção de queijo e leite. No terceiro ano iremos fazer um estágio fora do país.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H.- Os holandeses têm uma maneira diferente de ver as coisas?

Felipe: -“Os holandeses se importam mais em construir um mundo mais sustentável do que os brasileiros. Eu acredito que se deve ao fato de que eles já destruíram quase todos seus recursos naturais, e agora que encontraram a escuridão no final do túnel, estão procurando soluções para recuperar o que perderam. Os holandeses costumam ser mais profissionais e exigentes do que os brasileiros, eles tem mais aprofundamento de conhecimento e ciência por trás de seus ideais. A cultura brasileira é conhecida por ser mais emocional e sentimental, carregando mais paixão e disposição para mudar à realidade. Por isso que ambos precisam de cada um para crescer e criar algo profissional para enviar a mensagem desejada.”

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práticas de agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H.- O que é “Food forest”?

Felipe: – Food Forest é o mesmo que Agrofloresta, um conceito baseado na construção de sistemas ecológicos e sustentáveis para produção de alimentos em larga-escala e preservação de eco-sistemas. Também conhecido por produzir uma abundância de alimentos impressionante. A variedade de alimentos que se pode produzir na floresta permite aumentar a qualidade do solo e a circulação de água no sistema. O aumento da biodiversidade na fazenda faz com que seja desnecessário o uso de pesticidas e fertilizantes. No sistema agro-florestal não se utiliza nenhum químico. É uma metamorfose entre agricultura e natureza. Ambos trabalhando juntos para criar um sistema econômico e sustentável.

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agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H. O que é permacultura?

Felipe: -Permacultura é um sistema ambientalmente sustentável, socialmente justo e financeiramente viável, mais urbano, baseado em produção de diversos alimentos não necessariamente em larga-escala. Permacultura aplica conhecimentos aplicados de agro-ecologia, que procura trabalhar com a natureza e não contra ela. A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos – um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energia renovável.

 Saiba aqui como plantar sua horta em casa!

Colhendo agricultura orgânica na Holanda - Foto: Felipe Vilella
Colhendo agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

J.H.-  Como tu vês a agricultura orgânica e a produção em larga escala de alimentos para a população mundial?

Felipe: – “Acredito que agricultura orgânica ainda sobrecarrega o solo com certos insumos. Já no sistema Agrofloresta é possível produzir em abundância uma diversidade de alimentos e alimentar o aumento da população mundial. O desafio da Agrofloresta é no inicio, quando o produtor precisará ser paciente para ver os resultados, pois leva tempo para as arvores crescerem, e o sistema se restruturar. Contudo eu acredito que o governo irá ser obrigado muito breve em tomar previdências imediatas quanto à forma que produzimos nosso alimento. Cientistas da União Europeia já estão comprovando que a degradação do solo, perda de biodiversidade, poluição da água e na atmosfera têm causado sérios danos para o nosso eco-sistema e pode futuramente ameaçar a extinção humana na terra. Portanto, eles irão ter que procurar formas de pressionar o mercado e os produtores rurais para se conscientizarem e mudarem a forma como eles produzem os alimentos. E é ai que o sistema Agro-florestal irá provar que podemos recuperar tudo que já perdemos e viver em abundância respeitando a natureza e construindo um sistema inteligente biológico e sustentável.”

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Ensinado crianças agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Felipe: – “Nós estamos tratando o nosso solo, água e ar como lixo e oportunidades de negócio, e não como recursos essenciais para nossas futuras gerações. Até quando, eu me pergunto? Mais de 1.2 bilhões de hectares do solo mundial já está degradado. Já perdemos mais de 52% de animais selvagens ao longo dos últimos 40 anos. Mais de 3.5 milhões de pessoas morrem por ano devido à forma inadequada de tratamento de agua. Mais de 5.5 milhões de pessoas morrem por ano devido à agropecuária e a emissão de gases de efeito estufa. Isso é um absurdo. E sem falar na desertificação que foi e ainda é o maior causador da fome mundial e problemas sociais. Desertificação é a conseqüência da forma como tratamos o nosso solo. E a agricultura tem sobrecarregado nosso solo mundial. Se mudarmos a forma como produzimos nosso alimento, teremos um mundo muito mais pacifico e habitável. Agrofloresta permite transformar areas desertas, de solo agredido, em areas de abundancia de alimentos e preservação ambiental. Eu irei lutar até o final para que eu posso proporcionar um futuro melhor para os meus filhos e netos. Como Marthin Luther King sempre nos ensinou: Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que realmente importam.”

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Praticando e estudando para um mundo melhor – Foto: Felipe Vilella

 

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agricultura orgânica na Holanda – Foto: Felipe Vilella

Veja também:

* Os incríveis jardins verticais do francês Patrick Blanc

* Jardins verticais em restaurantes e bares

* Porque o contato com a natureza faz tão bem!

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Jardim sustentável cultiva plantas nativas, tem baixo consumo de água e composteira

Há uns anos atrás criei para uma amiga o jardim da casa (uma cobertura horizontal)  com princípios  de sustentabilidade. No video a seguir voces irão assistir as idéias utilizadas para deixar um pequeno jardim aconchegante e atrativo para a avifauna graças às plantas nativas usadas. Também mostra como fazer compostagem caseira com os resíduos organicos da cozinha.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=jFlk2tBw9nE]

Programa Estilo Zen –  Lu Adams – TV COM -RBS

O paisagismo sustentável tem uma abordagem diferente do paisagismo usual. Para planejar um jardim sustentável temos que ter uma visão mais holística da natureza. Devemos pensar na água e na energia. Temos que cuidar dos resíduos que geramos e transformá-los em composto orgânico que é um adubo para usar na horta e no jardim. Para ser ambientalmente adequado, o jardim deve ter bastante espécies nativas da região. Ter diversidade de espécies de vegetação, atrai diferentes espécies de pássaros, borboletas, a fauna, além de incrementar a microvida do solo.

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Planta nativa do sul que atrai beija flores, Abutilon megapotamicum

No paisagismo, a abordagem da energia usada deve ser de luminárias com pequenos coletores solares ou lâmpadas  Led.  Em relação a água, deve-se buscar o baixo consumo de água pelas plantas cultivando espécies nativas, rústicas e pouco exigentes em água.  Outro aspecto interessante é o uso de cisterna para coleta da agua da chuva dos telhados verdes para reuso na irrigação e serviços gerais.

Foto: Helena Schanzer  -Salvia guaranitica -Salvia azul - Arbusto
Arbusto nativo: Salvia guaranitica -Salvia azul Foto: Helena Schanzer –

Os materiais usados no jardim devem ser regionais com baixa pegada ecológica, por exemplo: pedras e madeiras  da região. Quanto a vegetação é muito sustentável ter telhados verdes, cortinas e paredes verdes.  Outra característica de um jardim sustentável é que ele seja produtivo, isto é, cultivar espécies frutíferas, ter horta e temperos. E claro, usar espécies vegetais nativas / com baixo consumo de água.

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Sustentabilidade com Telhado verde

Não devemos esquecer que o aspecto social também conta pontos. As pessoas envolvidas no projeto e na execução do jardim devem se sentir satisfeitas com o serviço. O trabalho tem que oferecer condições legais e confortaveis , respeitar horários, dar equipamentos e acomodações adequadas.

Para ser sustentável é fundamental que no controle de pragas e doenças não se faça uso de agrotóxicos. Deve-se usar produtos que não poluam nem danifiquem o meio ambiente.

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Jardins filtrantes: tratam rios, esgotos e resíduos industriais sem produtos químicos

A empresa francesa Phytorestore, detentora da marca Jardins filtrantes, é especializada no tratamento ecológico de água, solo e ar contaminados feito através das raízes de plantas locais  e sem produtos químicos.  Thierry Jacquet, fundador da Phytorestore na França, aplicou este tratamento na gestão do esgoto do bairro de Wuhan (China) e na limpeza de 3 rios também na China. Além disto, o método foi utilizado no tratamento de despoluição das águas do Rio Sena em Nanterre, Paris,  na França.

Foto: Phytorestore  - paisagem em Nanterre - França
Foto: Phytorestore – paisagem em Nanterre – França

O tratamento é através da  fitorestauração, tecnologia em que as plantas são o principal agente de tratamento das contaminações. Além do tratamento, o projeto consiste em elaborar um paisagismo funcional, onde são criados espaços com o uso de vegetação local.

Foto: Phytorestore - Nanterre -  França
Foto: Phytorestore – Nanterre – França

Deste modo, se confere funcionalidade adicional aos espaços verdes que além de espaços de lazer,  captam a poluição através da ação radicular da vegetação, evitando que se poluam rios e canais da cidade.

Foto: Phytorestore – Nanterre, França – Jardins filtrantes tratam a água do Rio Senna, Paris

 

Foto: Phytorestore Brasil  - projeto em Campinas-SP
Foto: Phytorestore Brasil – projeto em Campinas-SP – Paisagismo funcional

Os jardins filtrantes e o paisagismo funcional: uma das principais características da tecnologia é utilizar a raiz de flores e plantas para filtrar os poluentes químicos da água.Muitos tipos de plantas locais podem ser utilizadas, além de flores. No Brasil, de 30 a 40 tipos de plantas poderiam ser usadas como filtro, dependendo de sua capacidade de filtragem.

Foto: Phytorestore  - Nanterre- França
Foto: Phytorestore – Nanterre- França

Com o tratamento com vegetação, a água pode ficar semi-potável, com aspecto de piscina e é possível criar lagos com plantas aquáticas.

Foto:Phytorestore Brasil Ecoparque-natura
Foto: Phytorestore Brasil Ecoparque Natura

 

 

 

Para mais informações veja:      http://phytorestore.com.br

Natureza preservada: praia do Rosa, em SC, investindo na sustentabilidade ambiental

A natureza preservada agradece: a praia do Rosa só tem a ganhar investindo na sustentabilidade ambiental. A praia do Rosa, em Imbituba, Santa Catarina, está no centro da APA – Área de preservação ambiental da Baleia Franca que vêm acasalar e dar à luz no mar no período de junho à outubro. Além de ser uma APA, a praia do Rosa vem a ser núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. A localidade de Imbituba possui um projeto de Plano Diretor baseado no Desenvolvimento Sustentável, no qual a praia do Rosa se insere.

Foto Helena Schanzer: Vista da lagoa e do mar na praia do Rosa - Solar Mirador Exclusive Resort
Foto: Helena Schanzer – Vista: lagoa e mar na praia do Rosa no Solar Mirador Exclusive Resort

Na década de 70,  a paisagem natural da Praia do Rosa estava descaracterizada porque a mata atlântica havia sido substituída por plantações de mandioca, milho e outros culturas para subsistência da pequena população de pescadores locais.  À partir dos anos 80 ocorreu um movimento de recuperação da mata atlântica na praia do Rosa. Com o crescimento da população local e do turismo, houve um redirecionamento ao longo dos anos para o turismo eco sustentável na região.  A praia avançou na recuperação e preservação da mata atlântica e hoje, por incrível que pareça, tem mais mata nativa, árvores e plantas do que há algumas décadas atrás.

Foto: Helena Schanzer - Vista da Praia do Rosa - Imbituba/SC
Foto: Helena Schanzer – Vista da da lagoa e do mar  da Praia do Rosa – Imbituba/SC

A praia do Rosa é um destino paradisíaco para quem curte a natureza, praia, mar, surf , esportes ao ar livre e na água.  No verão e feriados, a população do local aumenta muito e os resíduos gerados aumentam na mesma proporção.  Diante disto, são feitas fortes campanhas das associações locais em parceria com a prefeitura de Imbituba para conscientização da população para manter a praia limpa e preservar o meio ambiente.  São 120 lixeiras recicláveis distribuídas pela praia com a campanha: “ Jogue limpo com a Praia do Rosa”,  4 garis mantidos pela associação na baixa temporada e na alta, são  15 garis para recolher  o lixo e as bitucas de cigarro que os turistas deixam na areia da praia.

Foto: Helena Schanzer –  Trilhas para as praias limpas e bem cuidadas: pontos para o turismo na região
Foto: Helena Schanzer -- beira do mar na praia do Rosa-Imbituba-SC
Foto: Helena Schanzer – beira do mar na praia do Rosa-Imbituba-SC

Curiosidades sutentáveis da praia do Rosa:

Resíduos:

1. Todo óleo utilizado e descartado nas cozinhas dos restaurantes é recolhido  e um empresa busca para levar para uma central para reciclagem.

2. A maioria das pousadas faz separação de lixo orgânico e seco.  A prefeitura de Imbituba começou este mês a fazer na praia do Rosa a coleta seletiva do lixo seco e  orgânico.

3.  A maioria das pousadas e restaurantes locais fazem a compostagem dos resíduos orgânicos da cozinha no próprio local. Depois, reusam o composto orgânico resultante nos jardins.

Que tal comer frutas direto da árvore no trabalho?

Um complexo comercial em Porto Alegre possui uma sede administrativa com uma ampla área verde.  Nesta área os colaboradores podem caminhar, jogar futebol, fazer musculação, fazer refeições no refeitório, sentar nos bancos ao ar livre e  comer frutas direto do pé!  Sim!!!  Na visita técnica que realizei ao local, aproveitei que o sol estava lindo e caminhei por tudo.  Encontrei várias árvores frutíferas nativas pela área e provei algumas frutas nativas que estavam maduras como a pitanga e a cereja-nativa.  No local também tem bananeiras, abacateiro, laranjeiras, bergamoteiras, limoeiros, araças, entre outras, sem uso de agrotóxicos.

 árvores frutíferas
Árvores frutíferas – Foto: Helena Schanzer
cereja
cerejeira-nativa – Foto: Helena Schanzer

Realizo visitas técnicas ao local com frequência para acompanhar e orientar os cuidados com os jardins com ênfase na sustentabilidade. A fim de estimular a biodiversidade, estamos introduzindo mais espécies nativas de arbustos e  forrações.  Algumas áreas com grama estão sendo substituídas por canteiros de forrações que não precisem de manutenção constante com cortes como ocorre com a grama de campo existente hoje.

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Vista da área verde- cerejeira nativa – Foto: Helena Schanzer

Veja as fotos das árvores frutíferas e das frutas que são cultivadas no local:                      Fotos: Helena Schanzer

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Dinamarca e Butão são pioneiros na adesão ao cultivo 100% de alimentos organicos

A Dinamarca e o Butão são países que aderiram ao cultivo 100% de alimentos orgânicos e estão na vanguarda do método orgânico de cultivo – sem o uso de fertilizantes químicos e pesticidas. O Butão em 2013,  foi o primeiro país no mundo a tornar sua agricultura completamente orgânica, proibindo a venda de pesticidas e herbicidas e confiando em seus próprios animais e resíduos agrícolas para fertilizantes. A Dinamarca desde a década de 80 apoia a agricultura orgânica, com legislação específica. Porque estes países tomaram esta decisão radical?

agricultura ecológica
Agricultura ecológica – Foto: Pixabay

No Butão, esta decisão prática tem um viés filosófico. Além disto, o terreno deste país é montanhoso para o cultivo e os produtos químicos impactam na água e nas plantas. Pela própria característica geológica, a maioria das práticas agrícolas seguem a agricultura tradicional, por isso são em grande parte orgânicas. O Butão é budista e acredita na vida em harmonia com a natureza. Não é à toa que segundo a ONU, é o país mais feliz do mundo! Uma das nações mais pobres do globo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o Butão também figura entre as dez mais felizes, segundo pesquisa da University of Leicester, no Reino Unido. O país tem fome zero, analfabetismo zero, índices de violência insignificantes e nenhum mendigo nas ruas. Não há registro de corrupção administrativa e o povo adora o rei.  O Butão já é chamado de garoto-propaganda do desenvolvimento sustentável. Mais de 95% da população tem água potável e eletricidade, 80% do país é coberto por florestas e, para a inveja de muitos países, é neutro em carbono e segurança alimentar. Além disso, ele agora está baseando o seu desenvolvimento econômico na busca da felicidade coletiva.

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O Butão é montanhoso – Mosteiro de Taktsang – Foto: Pixabay

A Dinamarca desde a década de 80 apoia a agricultura orgânica com legislação específica. Os consumidores dinamarqueses são os mais pró-orgânicos do mundo.  A Dinamarca tem o maior mercado orgânico do mundo e o mais bem desenvolvido.

Mas porque estes países baniram radicalmente o uso de agrotóxicos e defensivos químicos?  Em 1962, o livro de Rachel Carson “Silent Spring”- Primavera silenciosa,  chamava a atenção para os efeitos nocivos dos pesticidas sobre o meio ambiente. O livro na época causou um grande impacto pelas suas revelações dos danos destes produtos à  saúde humana e a natureza.

Então, no início da década de 1960 a Dinamarca começou a desenvolver produtos orgânicos e esta questão se  tornou importante no debate público.  Em 1982, as primeiros cenouras orgânicas foram vendidas nos supermercados dinamarqueses. E a partir daí grandes progressos foram sendo feitos em conjunto com os agricultores orgânicos, o governo e  as redes de supermercado no sentido de aumentar o leque de produtos orgânicos ofertados e com preços acessíveis.

 Saiba mais:  Antiga fazenda de café virou a maior floresta urbana replantada do planeta no Rio de Janeiro

 

Cobertura verde com jardim sustentável agrega conforto ambiental à casa, veja!

Ao invés de utilizar os tradicionais telhados, a cobertura desta casa é verde (com vegetação). A grande vantagem da cobertura verde é que agrega conforto térmico, bem estar, visual agradável , além de absorver a água da chuva. A arquiteta Angela Bohrer e esta blogueira que vos escreve projetamos estes telhados verde da casa.  Sobre a laje de concreto criou-se o jardim onde se cultivam temperos, frutíferas e plantas nativas que atraem beija flores. Transformou-se em área verde um espaço que, se fosse pavimentado, seria árido e sem vida.

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Jardim – telhado verde em agosto de 2015  – Foto: Helena Schanzer

O jardim foi planejado na etapa do projeto da casa. Isto foi fundamental para que o peso final, quando os arbusto já estivessem crescidos,  estivessem previstos no projeto estrutural. A impermeabilização da laje de concreto, o caimento e a drenagem dos terraços são fundamentais para o sucesso do jardim suspenso. A grama, os perfumes e os temperos criaram uma atmosfera aconchegante para a casa.

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Jardim de casa com Telhado verde em 2010 – Foto: Helena Schanzer

Na sequencia de fotos abaixo temos o passo a passo da execução do jardim: a colocação do bidim sobre a brita, o substrato e o jardim pronto, alguns meses após implantado. Toda esta obra foi possível graças a projetos de engenheiros e arquitetos e acompanhamento técnico dos mesmos. A equipe de profissionais formada pela Arq. Angela Bohrer, a equipe de engenheiros da Appel Engenharia, capiteneada pelo eng. Paulo Appel, a engenheira estrutural Claudia Kusiack  planejaram e executaram a residência com o telhado verde. O telhado verde foi planejado e  executado pela eng. agrônoma Helena Schanzer  e, antes da casa estar concluída , os jardins já estavam prontos. A equipe de plantio foi do Eng. Agricola Egon Zounar.

Jardim de casa com Telhado verde - etapas
Etapa colocar o bidim – Jardim de casa com Telhado verde – Foto: Helena Schanzer

O terraço da foto está a 3 metros acima no solo e fica sobre a garagem da casa. No telhado verde, o produto usado como “terra”  foi elaborado com  composto orgânico e cascas de eucalipto. Este composto orgânico, também chamado de fertilizante orgânico é resultante do tratamento de resíduos orgânicos do processo da fabricação de celulose. Este substrato garante a drenagem, densidade e permeabilidade perfeita para o funcionamento do jardim, pois retêm água na medida certa para a vegetação e não fica encharcado. O sistema de telhado verde cria uma “esponja” para absorção da água da chuva e das enxurradas, que é coletada para uma sisterna para ser reusada na irrigação.

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Colocação substrato no Jardim de casa com Telhado verde – Foto: Helena Schanzer

 

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Jardim de casa com Telhado verde – Foto: Helena Schanzer

 

Jardim de casa com Telhado verde
implantação do Jardim de casa com Telhado verde – Foto: Helena Schanzer

Para conhecer as espécies de vegetação que se cultivam neste telhado verde clique aqui: Lavanda, azaléas, pitósporo, hortelã, alecrim, alpinea, framboesa e outras.

Não sabe por onde começar a plantar?  Clique aqui para aprender como plantar.

No calor, os visitantes curtem os pisos com água no High Line Parque em Nova Iorque

É verão no High Line Park em Nova Iorque e os visitantes desfrutam de pisos refrescantes com água e bancos para deitar ao sol. Faz muito calor nesta época do ano, em torno de 30°C e o melhor lugar para se esconder do calor é na sombra das árvores. Neste parque urbano elevado a 9 metros da rua, existem recantos com bancos formando espaços para relaxar e muito usados pelos turistas. O High Line Park é um parque no meio de Manhattan, inaugurado em 2009. 

Foto: Tais Pomeroy – Piso com água para refrescar do calor

Criado sobre uma ferrovia elevada de 2.3 quilômetros construída nos anos 1930, desde 1980 não era mais usada. Em 1999 foi criada a Associação Amigos do High Line e após 10 anos de trabalhos e  projetos em 2009 a área reciclada  foi aberta como parque urbano público e atrai milhões de visitantes por ano.  Veja mais sobre o projeto e a história em   High Line Park em Nova Iorque

Banco com sombra para se proteger do calor
Foto: Tais Pomeroy – Banco com sombra para se proteger do calor
Foto: Tais Pomeroy – Um parque pensado para crianças: água para refrescar e rede de proteção em todos lugares
Foto: Tais Pomeroy
Foto: Tais Pomeroy – High Line Parque – flores e bancos para visitantes

Nos canteiros são cultivadas plantas nativas que estão em plena floração no verão, no mês de junho em Nova Iorque. As Astilbes com flores que parece uma pluma cor de rosa, conhecido como astilbe chinês. 

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Foto: Tais Pomeroy – Flores nativas em todos canteiros
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Foto: Tais Pomeroy –  Passeio agradável pelo High Line
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Foto: Tais Pomeroy  Planta Astilbe em floração , parece uma pluma cor de rosa
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Foto: Tais Pomeroy – Jardins elevados com vista para o centro de Nova York
Foto: Tais Pomeroy – O piso de madeira se transforma em bancos.
Foto: Tais Pomeroy – vista do High Line para a cidade de Nova Iorque
Foto: Tais Pomeroy – Bancos confortáveis convidam o visitante a sentar ao sol.
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Foto: Tais Pomeroy – Parque elevado a 9 metros da rua em plena Manhatan
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Foto: Tais Pomeroy – Milhares de visitantes percorrem este parque elevado diariamente.

A escultura da foto abaixo é uma gaiola de aço com bustos em amarelo brilhante: .

Foto: Tais Pomeroy – Escultura de blocos by Rashid Johnson

 

Gestão da água: Israel inova com tecnologia e reciclagem das águas residuais

Israel é um país de vanguarda em diversos setores e se destaca numa área em especial: a gestão da água. O clima do país é desértico-mediterrânico e a água por lá é um recurso escasso. Shimon Peres, importante político israelense, Premio Nobel da Paz, foi presidente de Israel até 2014, alguns anos atrás esteve em São Paulo e fez um discurso na FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) cujas palavras não saíram da minha mente e transcrevo aqui: – “A água será o futuro da indústria alimentícia. Existe muita água no planeta, mas somente 1% da água é potável. Milhões de crianças morrem no mundo por não terem acesso à água. Mas podemos produzir água de várias maneiras e uma delas é economizando água. A água que economizamos é a mais barata, e se reciclarmos, dobraremos a quantidade de água.”

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Foto: Pixabay – Israel – Lago Kineret

Com esta idéia, a economia israelense focou na gestão do abastecimento da água em períodos de escassez, juntamente com a indústria local que ganhou a posição de especialista mundial no setor. Israel reutiliza as águas residuais para irrigação agrícola há mais de 60 anos e atualmente reusa mais de 75% das suas águas residuais de acordo com o site do ministério de Israel. Desta forma, este pequeno país desenvolveu a expertise em relação a questão do tratamento das águas residuais, a purificação e a reutilização da água na agricultura e na indústria.

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Foto: Pixabay – Norte de Israel – Golan

De acordo com o ALEF News e o jornal The New York Times, as realizações de Israel no setor de água são destaque no mundo todo. ‘‘Há seis anos, estivemos em uma situação muitíssimo próxima de alguém abrir a torneira em algum lugar do país e não sair água”, revelou ao jornal Uri Schor, porta voz da Autoridade Hídrica do governo. Hoje, há água em abundância em Israel. Israel tornou-se líder mundial na reciclagem de águas residuais para a agricultura. O país trata 86% do seu esgoto doméstico, reciclando-o para uso agrícola – volume que representa cerca de 55% de toda a água utilizada na agricultura. Mais de 50% da água para residências, agricultura e indústria é produzida artificialmente, porcentagem maior do que em qualquer outro lugar no mundo. Quatro usinas privadas de dessalinização entraram em operação ao longo da última década. Uma quinta deve estar pronta dentro de alguns meses.”  Por outro lado, Israel tem que lidar com a contaminação das águas subterrâneas e com o alto custo da água para consumo dos habitantes.

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Foto: Pixabay – Israel – Jerusalem- paisagismo na cidade antiga
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Foto: Pixabay