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Novembro azul: veja flores azuis para o jardim

Novembro azul é o mês da conscientização e prevenção do cancer de próstata. O cancer de próstata é o segundo tipo que mais mata os homens. Com prevenção e detecção precoce,  as chances de cura são de 90%.

Para lembrar da importância deste cuidado com a saúde, escolhi 3 flores azuis que são fáceis de cultivar. As hortencias ( Hydrangea macrophylla) podem ter floração azul, rosa ou branca. Em solos alcalinos, as flores se tornam róseas.

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Flor hortencia foto: Pixabay

Saiba mais: Hortências são explosão de cor nas estradas para a serra gaúcha

A Neomarica caerulea, falsa-íris, é uma herbácea nativa que floresce várias vezes ao ano. Planta muito resistente e fácil de cultivar. As flores podem ser azul-violeta ou branca com centro azul.

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Neomarica caerulea – falsa íris

A foto a seguir é do arbusto Plumbago capensis, Bela emília. Planta arbustiva e pendente, originária da Africa do sul, dá cachopa de flores azuis quase o ano todo. Quando o inverno é rigoroso, a planta fica “queimada”, mas é só podar a parte seca que a planta se recupera e cresce com vigor.

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Plumbago campensis – Bela Emília foto: Pixabay

Outubro rosa: dicas de flores cor de rosa para cultivar

Lavandas tem perfume suave e podem ser plantadas em vasos

Gerânios florescem o ano todo!

 

 

 

Sabia que o jardim pode curar as pessoas e o ambiente? Conheça o paisagismo regenerativo

A natureza exerce grande influencia sobre as pessoas e sobre as cidades. Basta ver esta  chuva incessante como altera totalmente o ritmo da nossa vida. O transito fica caótico, muda o humor, as casas ficam úmidas, a saúde também é influenciada. O ser humano está totalmente conectado  com a natureza, depende dela para viver.  Quanto mais o ser humano se afasta dela, perde qualidade de vida. Assim como as cidades, quando desprovidas do “verde” e da natureza também vão ficando “doentes”, poluídas, excessivamente pavimentadas, sem áreas verdes para os seus habitantes e sem lugares para convívio social.

Melhorar a paisagem e a saúde das pessoas será o tema do encontro de paisagismo regenerativo Jardins como cura da paisagem e das pessoas que acontecerá de 16 a 18 de outubro  em Nova Petrópolis. Será um evento para atualizar e despertar as pessoas em relação ao paisagismo regenerativo, um paisagismo que considera toda e qualquer forma de vida e suas interações.

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Jardim e foto: Gabriela Pizzetti

Para saber mais sobre este assunto, conversei com a arquiteta paisagista Gabriela Hilgert Pizzetti, que é uma das organizadoras do encontro em Nova Petrópolis, junto com o Agronomo Toni Backes:

1.       O que significa paisagismo regenerativo?

É o paisagismo com um novo olhar. O olhar educado para perceber e enxergar a natureza que pensa junto com a gente. A natureza nos dá as dicas para um bom paisagismo, um menor impacto e uma maior interação. É uma ferramenta que os paisagistas podem usar a seu favor, para um planejamento mais eficiente e coerente no meio em que estão inseridos.

2.       Se  tenho uma área na cidade, por onde sugeres que se comece a regenerar ?

Pela mentalidade dos seus habitantes. A compreensão de que estamos em uma cidade e que ela deve funciona para organizar as necessidades urbanas de saneamento, alimentação, saúde, educação e conforto causando o mínimo de impacto é o início da regeneração. Através deste pensamento, mudamos hábitos, aplicamos melhor nosso capital  e podemos perceber  e reciclar de uma nova maneira a arquitetura e a engenharia.  A regeneração se dá em todos estes aspectos. E o paisagismo serve como o elo de ligação entre as pessoas e o ambiente construído.

3.       Que elementos são importantes para regenerar um ambiente degradado?

Observar e sentir o local onde estamos pisando. Imaginar como foi um dia e entender porque está assim agora. Lidar com as ações naturais e antrópicas. Entender as necessidades do ambiente, das pessoas, suas funções e expectativas. A simbiose entre o desejo humano e o desejo da natureza deve ser planejado de forma que se respeite ambos.

4.       O que terá no encontro?

O encontro é uma vivência, uma experiência. Nos preparamos para que cada pessoa da equipe, cada convidado e cada participante se sintam acolhidos pela nossa visão de mundo, que é a dos ensinamentos do ambiente natural. Se observarmos os acontecimentos, simbioses e adaptações da natureza, podemos trazer para o nosso dia-a-dia como forma de autoconhecimento e conhecimento para o nosso trabalho de paisagista.

Alguns exemplos da aplicação do paisagismo regenerativo – Fotos: Gabriela Pizzetti

CANTEIRO DE CHUVA: desenho de equipamentos e canteiros de modo a tornar o caminho da água pluvial mais eficiente. Neste caso, a água escorre pelo piso e, em vários pontos, entra nos canteiros pela quebra do meio-fio. Isso ajuda a irrigação e a diminuição da carga de água nos sistemas públicos pluviais.

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estacionamento santa casa_canteiro de chuva – foto Toni Backes

BIOPISCINA: implantação de um lago com objetivo da criação de um novo ecossistema, retenção de águas, uso lúdico e de lazer, plantas aquáticas e peixes. Filtragem biológica e mecânica da água com elementos orgânicos, sem uso de produtos químicos nocivos.

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biopiscina horta redário foto toni backes

JARDIM PLANETÁRIO: jardim inspirado nos conceitos de jardins naturalistas do paisagista francês Gilles Clement. Ele diz que o planeta é um grande jardim e que nós somos os habitantes-jardineiros, cuidando desses grandes biomas planetários. A Arq. Gabriela Hilgert Pizzetti criou o planeta de rosas, onde as pessoas podem entrar e se conectar com essa vida que pulsa no jardim, conforme podem ver na foto abaixo:jardim planetário 2

 

Para saber mais  e ver o programa e palestrantes do encontro,  olhe  o link:  www.paisagismoregenerativo.com.br